18 de outubro de 2016

A Cusca Explica #1 - Porque é que as mulheres vão à casa de banho juntas?

Antes de mais, acho importante explicar de onde nasce esta rubrica... sabem, sou uma daquelas pessoas paranóicas que tem de encontrar justificação para tudo e assim sendo as pessoas tendem a perguntar-me de tudo um pouco e mesmo que não perguntem é mais forte do que eu: eu tenho de explicar. 

Claro está que juntamente com esta minha mania das "ai isso é porque" também vem uma boa dose de imaginação fértil e tresloucada que dá origem a pérolas de conhecimento dignas de louvores. Aviso desde já que são explicações fictícias...melhor não usarem isto em exames de Sociologia, ´tá?

Feitas as apresentações, vamos à pergunta do dia de hoje: Porque é que as mulheres vão à casa de banho juntas?

Ora, nos tempos idos do Homo Erectus, nos primórdios da criação das pequenas comunidades sociais, as mulheres (fêmeas) eram responsáveis pela recolha de frutos e vegetais bem como pelo cuidar das crianças. Imagina-se, portanto, que andassem em conjunto em todas as situações, para apoio e segurança, sendo que os homens se ausentavam durante longos períodos em caçadas.

Tendo em consideração que naqueles tempos uma pessoa podia ser comida a qualquer momento e que o acto de urinar pressupõe a colocação da pessoa em posição física frágil e indefesa (aka cócoras), as fêmeas começaram a ir juntas urinar, tal como faziam todo o resto. Criou-se assim um hábito inconsciente : uma urina e outra fica a ver se não vem por aí um bicho perigoso ou um macho de outra comunidade a querer fazer das suas.

Os tempos passam, mas no entanto, tal como a criação de ferramentas, este foi um hábito que foi ficando. Já no século XX, apesar de tanto ter mudado relativamente ao estatuto feminino, a verdade é que nem sempre as mulheres eram aceites em todo o lado e não podiam ter certas conversas em certos círculos. Mais, ainda vinha o hábito de que "mulher de bem não anda sozinha", tão enraizado por séculos de pudicidade. Assim sendo, as mulheres iam juntas aos lavabos, primeiro por hábito, segundo para ter a oportunidade de falar sobre os calores ardentes que sentiam por este ou aquele senhor, ou sobre este ou aquele assunto. Assim evitavam-se conversas de mau-tom em público, surge daí a expressão "conversa de casa de banho".

Passam mais uns anos, claro, e estamos nos dias de hoje e continuam muitas mulheres a ir à casa de banho juntas, porquê? Primeiro porque os hábitos são coisas difíceis de perder, principalmente quando enraizados na genética evolutiva; segundo, porque continuamos a procurar o apoio quando tememos que algo nos vai comer, seja o homem com quem se está a ter um encontro, seja aquele assunto do qual não queremos falar; terceiro, continuamos a querer sempre que alguém nos apoie, agarrando na porta que fecha mal, para falar mal de alguém presente na mesa de jantar, ou para pedir um tampão.

Portanto, minha gente, aqui fica a explicação. Vamos juntas à casa de banho porque temos medo de ser comidas, não importa por quem ou por o quê... e com isto uma pessoa não pode brincar, mais vale mesmo ir aos pares.

Tenho dito.


18 de julho de 2016

Triste, triste é quando...

as pessoas são tão pequenas, que a única coisa que te sabem morder são os calcanhares.

E nestes casos há que relembrar...

Portanto...
Para gente burra...

16 de junho de 2016

Opiniões Opinativas

Vivemos numa sociedade que confunde o dar opiniões e o opinar.

Dar opiniões: expressar concordância ou discordância sobre algo, apontar uma solução que apresente uma mais-valia para a pessoa a quem a opinião está a ser dada, recomendar algo positivo, referir a sua ideia sobre algo, quando solicitada, para fins comparativos, com argumentos válidos, revelar preocupação genuína.

Opinar: de forma não solicitada, indicar em modo de força toda uma panóplia de "tens de fazer isto" e "comigo era assim e assado" e "faz" e "não faças" e outras tantas frases em forma de ordem como se a pessoa a quem a opinião está a ser dada sofresse de um défice emocional à escala do do PIB.

Sou da opinião que a felicidade deve ser um objectivo, um caminho, e não uma obrigação. Acredito que ser-se feliz depende dos parâmetros de cada um relativamente ao que desejamos e ansiamos e o grau de esforço a que estamos dispostos para atingir o que queremos.

Não acredito que sejamos todos felizes da mesma forma quadrada e modelada, porque sei que há pessoas que são felizes nos seus extremos e pessoas que são felizes na sua neutralidade. Acredito na felicidade das pessoas que fazem tudo, e daquelas que preferem nada fazer. Acredito que tanto é feliz o crente que procura na fé um abrigo, como o descrente que nega haver algo além de si mesmo. Acredito que tanto é feliz uma pessoa que tenha uma grande família, como pode ser feliz a pessoa que vive sempre sozinha e plena de si mesma.

Não sei onde está escrito que temos todos de ser imensamente felizes todo o tempo, ou inteiramente miseráveis sem remédio, mas sinto que a sociedade vive nestes dois pólos. Colocamos demasiada pressão em nós e nos outros para sermos e serem felizes. Opinamos na vida dos outros, com o peso de certezas absolutas, quando o devíamos fazer com a leveza do humor ou com a preocupação de quem cuida.

Costumo dizer uma frase que sempre me acompanha : ninguém tem a obrigação de ser feliz.

Ser feliz deve ser um prazer, não um trabalho forçado. Deve nascer da calma e da paz interior e não derivada de outros ou de coisas. Da minha experiência percebi que nunca fui tão feliz como nos momentos em que fui triste. Porquê? Porque aí percebia o verdadeiro valor das coisas e a verdadeira força que tinha para me superar.

Relaxemos todos. Deixemos as coisas vir e ir e vir e ir, como as ondas, tenhamos as nossas opiniões e as nossas ilusões de perfeição...mas paremos com merdices: a vida não é assim tão complicada.*


*e quando o é, acreditem, vão ter mais que fazer do que preocuparem-se com o que os outros pensam e a última coisa que vos vai apetecer vai ser opinar sobre seja o que for.

P.S. - e SIM, está é a minha opinativa opinião!

25 de maio de 2016

Eu cá não tenho Instagram!

E até há bem pouco tempo (cerca de dois meses...) não sabia o que era aquilo do #qualquercoisaqueamaltaescreviadepoisdeumcardinal (agradecimentos à Dream Crusher).

No entanto, quase que fiz "pipi" de tanto rir com este vídeo.

20 de maio de 2016

Medo, Desculpas e Queixas

Existem momentos na vida em que as mudanças se dão, em avalanche, como se não pudéssemos escolher o caminho a seguir pois estamos a cair pelas escadas aos trambolhões, sem corrimão que nos salve? Sim, existem.

Mas temos mesmo de ser tão queixinhas sobre isso? Não, não temos.

Nem sempre podemos escolher o que nos acontece, tantos que são os elementos com que temos de lidar, mas podemos escolher a nossa atitude : uma proactiva, de intervenção em direcção à melhoria; outra passiva, reclamante, à espera dos milagres que não acontecem.

Agimos muito por Medo: de perder, de ficar, de fazer, de não fazer, de ser amados e de ser rejeitados.
Agimos pouco sem Desculpas: de não saber, de não ter jeito, de não valer a pena, de não ser capaz.
Agimos menos do que nos Queixamos: do que nos falta, do que temos a mais, do que queremos.

Sinto que muitas pessoas se protegem na segurança da "coitadice", pela coragem que lhes falta de serem aquilo que merecem ser : Grandes. Eu própria já me escondi na sombra, porque o sol queimava. Mas será que chegámos a uma sociedade que se nega o direito de sonhar? De ser feliz? Porque se acham tão "pobres coitados" que se habituaram a ser pequenos?

É difícil arriscar e falhar? É. Vamos sofrer? Sim. Mas não há caminho fácil em direcção a nada que valha a pena. Tento convencer-me todos os dias desta certeza : o que sinto são dores de crescimento.

Por isso peço a todos :

Deixem o Medo : muitas vezes as coisas não são assim tão más ou tão definitivas... e as que o são, se estão fora das nossas mãos resolver, só nos resta aceitá-las e viver com elas, livres de peso. O medo deve servir para nos proteger, não para nos reter cativos de monstros imaginários que nos impedem de chegar onde queremos chegar.

Parem com as Desculpas : ser feliz não é pecado, mas poder ser feliz e optar por se ser miserável, isso sim é pecado. Há tanto que não podemos mudar, porque continuamos a arranjar desculpas amedrontadas para deixar de mudar o que podemos? A vida já vos vai dar motivos que cheguem para vos cansar, não precisam de adicionar a isso desculpas inventadas por falta de vontade de fazer.

Parem com as Queixas : não vos levam a lado nenhum, apenas cansam quem está ao vosso lado. Todos temos o direito de desabafar, mandar alhos e bugalhos pró alto. Todos temos o nosso direito a autocomiseração doseada, mas será mesmo necessário fazer disso modo de vida? Estará mesmo assim tudo tão mal? Serão vocês assim tão pouco merecedores de valor? Claro que não!

Ninguém é perfeito, mas podemos ser todos menos cansados e cansativos se vivermos mais pela coragem, pela vontade, pela fé, do que pelo que nos assusta, pelo que não queremos fazer, pelo que nos falta.

É uma escolha. Difícil, mas possível. Vamos tentar?


2 de maio de 2016

Amanhã faz 31 anos que nasci.

Amanhã faz 31 anos que nasci.

No entanto, hoje, enquanto ajudava um senhor de idade sábia na casa dourada dos seus 70 ou 80, percebi que o momento em que nasci já não volta, essa tábua rasa de experiências e traumas e felicidades, pelo que caminho, sim, e como todos nós, para esse momento que é o último.

Dramatismos à parte, para os quais não sou dada, enquanto ajudava o senhor, caído no chão, branco que nem cal, e lhe agarrava na mão, magoavam-me os olhares desviados. Dei por mim a pensar, e se fosse eu? Jovem que sou? Parariam as pessoas?

Que balanço faria eu da minha vida se estivesse ali estendida no chão e suja? E se ali me ficasse e não houvesse outro dia? Que remorsos teria? Mais do que fiz ou do que não fiz?

E se soubesse que amanhã seria o meu último dia? O que mudaria? Que memórias quero criar para a minha vida? Como faço para atingir a plenitude? O que me falta e do que me posso libertar?

De um momento para o outro eu era aquele senhor. Um futuro ao qual não podemos fugir, mas que podemos escolher melhorar. Não sei como o fazer, agora, mas amanhã faz 31 anos que nasci, e finalmente sei como não quero morrer. 


21 de abril de 2016

Prince - The Beautiful One - RIP

Recebi agora a mensagem : o Prince morreu.

Pelo que vejo nas noticias é tudo muito incerto...mas na evidência da sua morte, resta relembrá-lo como um artista igual a si mesmo e por isso mesmo único, como todos os verdadeiros artistas devem ser.

Não importa a idade que tenhamos, nem o estilo de música que gostamos, a verdade é que Prince Rogers Nelson, pelo seu legado musical, será eterno.

Uma das minhas músicas favoritas de todos os tempos (não fosse eu tão adepta de homenagear a Mulher) é a The Most Beautiful Girl... no entanto, na minha adolescência, em que era a menina com pouca auto-estima, gordinha, com dentes feios, uma música sempre me acompanhou : The Beautiful Ones.

Quem me conhece sabe que eu adoro cantar e cantar sempre foi uma das melhores maneiras de me libertar dos meus medos e das minhas dores... cantar esta música, na sua beleza, na sua sensualidade, elevava-me o espírito. Conheci esta música na voz da Mariah Carey e do Dru Hill (o Sisqo da Thong Song). Por ela cheguei ao Prince. E aí me fiquei. A admirar como quando um génio aparece, a sua influencia transforma o mundo e das sementes da sua genialidade nascem outras flores.

Poderia falar da Purple Rain, da Kiss, da Cream... mas falo desta, que muitos desconhecem.

Aqui vos deixo as duas versões.

Serás sempre eterno.