25 de outubro de 2017

A Cusca Explica! #3 - O Mistério das Malas Femininas (part 2)

Olá malta fantástica! Continuamos a desbravar mistérios por aqui! Ora, antes explicámos um fenómeno quasi-mágico de como tudo cabe dentro de uma mala de mulher, mas agora falta explicar o grande mistério de para onde raios é que vão as coisas que nós enfiamos lá dentro? 

Atire a primeira pedra quem nunca passou uns bons minutos a fazer uma fila atrás de si enquanto ansiosamente estava à procura do porta-moedas, ou do passe do metro? Quem não? Quem? Pois. Já para não falar daquele momento em que precisamos de uma caneta como se fosse água num deserto, sabemos que temos umas mil canetas na mala... MAS NÃO ENCONTRAMOS NEM UMA! E a que encontramos OBVIAMENTE não escreve porque já está escondida na mala há para lá de uma década. 

É desesperante. 

Nada temam que eu estou aqui para ajudar! Portanto, digo-vos desde já que a culpa é do Harry Potter. O que vocês não sabem (porque eu ainda não vos tinha contado) é que o Harry era amigo colorido da Alice, aquela que foi ao País das Maravilhas. Inclusive, a cicatriz  que ele tem na fuça não foi feita por nenhum mauzão, mas sim pela Alice que nunca curtiu muito a Hermione e num ataque de ciúme deu um sopapo no Harry por causa de uma história qualquer sobre uma varinha mágica que vibrava...Bem...isto não interessa nada agora. 

A culpa é, então, do Harry. Isto porque ele sempre foi meio vingativo e assim que soube que a Alice tinha criado um líquido que encolhia as coisas para caberem na mala, tratou logo de arranjar maneira de lhe lixar a cabeça com uma poção mágica que fazia as coisas caírem num portal tempo-espaço e desaparecerem - coisa de gajo mesmo.

Mas agora vamos à ciência da coisa : a 29 de Fevereiro de 1973 a Plataforma 9 3/4 sofreu obras de remodelação devido a problemas nos alicerces. Aquilo ficou tudo esburacado e foi um desafio enorme porque eles partiam uma coisa em Londres e os bocados iam parar a Hogwarts. Um pesadelo logístico, como podem imaginar. Ora certo dia o Harry foi apanhar o comboio, como habitualmente, com a sua coruja Hedwig ao ombro, e a bicha maluca decide fugir por entre os escombros das obras. Isto passam-se umas horas, já o Harry estava a pensar que tinha de comprar um hipogrifo no OLX, volta a coruja cheia de pó e com uma pedrinha brilhante no bico. 

O Harry sacode a coruja, pega na pedrinha esfrega-a para limpar e PIMBAS! dá por ele no México a ouvir a Lambada numa festa latina organizada pelo Zézé Camarinha. Um susto de morte, portanto,  para o Zézé que nunca tinha visto semelhante nerd na sua vida e para o Harry que desconhecia o conceito de pêlos no peito. Num pânico o Harry esfrega a pedrinha novamente, com força, e PIMBAS! está novamente no comboio para Hogwarts. Esta pedra era um pedaço dos pilares da plataforma que era um portal espaço-tempo, como eu já disse e vocês já sabem. Génio que era, este Harry, depois de recuperado do susto chega a casa e vá de criar uma poção com aquela pedrinha, já a bater as mãos de contente de como ia estragar a mala da Alice. 

À noite, depois de uns copos de vinho num jantar com a Alice, pega-lhe na mala e toca lá de esfregar a poção no fundo da mala. Primeiro, experimenta com as chaves do carro, mas gajo que era experimentou com as chaves do carro DELE e elas realmente desapareceram... Esteve para aí uns 30 minutos a escavar no fundo da mala a ver se as encontrava e, tal como com a pedrinha, o fundo bem esfregado devolvia as coisas à Era actual.  Depois experimentou com um pacote de lenços, também voltaram mas cheios de ranho (agora já percebem porque é que os lenços na mala estão sempre sujos?!). Funcionava! Uma besta este Harry, mas sabichão que só ele. 

E o resto é História, minha gente, como sabemos a Zari massificou as malas onde tudo cabe, no entanto o que a Zari não sabia é que usou como molde a mala original em que o Harry tinha aplicado a poção, criando assim todo um mundo de malas onde as coisas não só encolhem, mas também desaparecem.

E para onde vão as coisas? Não faço ideia, o Harry nunca explicou. Talvez para o México também? No entanto encontrei esta notícia que nos pode clarificar a questão.

Pronto, está tudo explicado. Só mesmo uma gaja como a Alice para se lembrar duma coisa destas, e um gajo como o Harry para dar cabo da cena toda.  

Não têm que agradecer! O prazer é todo meu.


3 de outubro de 2017

A Cusca Explica! #2 - O Mistério das Malas Femininas (part 1)

Um dos mistérios mais bem guardados da Humanidade, para o qual não há explicação aparente (até agora!), é o seguinte: como é que as mulheres conseguem guardar tantas coisas nas malas e para onde é que essas coisas vão quando as mulheres as procuram nessas mesmas malas?

Ela é chaves, escovas para o cabelo, cuecas, telemóvel, tampões, pensos higiénicos, carteiras, maquilhagem, o PIB nacional em tostões, bolachas, recibos datados de 2000 a.C. ... podia ficar aqui o dia todo a listar as mais variadas coisas que as mulheres enfiam entalam organizam dentro das suas pequenas malas de ombro. Vamos lá então à primeira parte deste mistério: como porra é que cabem lá tantas coisas? Passo a explicar...

A culpa é da Alice que esteve no País das Maravilhas. O que muitas pessoas não sabem é que a Alice era uma miúda irritantemente desarrumada e andava sempre com uma mala de mão atrás dela enquanto brincava nos jardins da sua casa. Nessa mala guardava de tudo desde escaravelhos a flores secas e inclusive uma vasta lista de estupefacientes que usava nas suas "trips" ao País das Maravilhas. 

Ora na sua primeira visita ao PdM (País das Maravilhas), como é do conhecimento geral, ela comeu de um cogumelo que era algo assim entre o shitake e o amanita (googlem) para ficar mais pequena e claro que está que a boa da Alice, esperta que nem uma raposa, pensou que este cogumelo podia ter muitas mais funções. Pensou e agiu e vá de roubar um bocado extra do cogumelo.

Outra coisa que vocês não sabem é que a Alice tinha em casa um laboratório químico onde costumava cozinhar as suas drogas leves home-made (todas biológicas, claro!) que vendia depois na Feira da Ladra às terças-feiras. Isto dito, vos explico que a genial Alice cozinhou tão bem o cogumelo que esse ficou transformado num líquido ideal para aplicar em qualquer coisa para a tornar mais pequena: bastava pôr o líquido num vaporizador daqueles que se compram na Douglas* e borrifar sobre o objeto que ela queria encolher. Gaja que era, a Alice, tratou logo de encolher todas as tralhas que queria ter consigo para caberem na sua pochete, inclusive o Coelho Branco ( onde pensam que nasceu a ideia dos porta-chaves com patas de coelho? O resto do coelho está lá, só que está encolhido. Pois).

Passam-se os anos e a Alice transforma-se numa mulher de negócios, CEO do seu próprio laboratório (agora especializado na área das células estaminais) e decide vender a ideia do "líquido que encolhe tudo" a uma mega empresa no ramo da moda: a Zari** . A Zari não vai de modas e vá de aplicar o líquido maravilha nos forros de todas as malas que produz, de forma a poder produzir malas mais pequenas, com custos de produção reduzidos e maior margem de lucro, ainda assim mantendo a qualidade que as malas têm de transportar uma panóplia infinda de cenas. Todos nós sabemos o que se segue, certo??? O forro foi contrafeito na China e começou a ser vendido para todo o mundo!

Como tudo o que é contrafeito, o forro dos chinocas não tem tanto líquido "encolhedor" como o original da Zari, daí que as coisas nas nossas malas não encolham tanto. Ainda assim, encolhem o suficiente para conseguirmos enfiar tudo e mais alguma coisa dentro de uma mala de 5 centímetros, porque nunca se sabe quando é que vai ser preciso usar um corta-unhas de pés? Am I right? Mais vale ter um dentro da mala. 

E pronto, esta parte está explicada. Não é preciso agradecerem. Estou aqui para ajudar. 

No próximo post explico a outra questão misteriosa das malas femininas : para onde raios é que vão as coisas que enfiamos dentro das malas e porque é que quando já não estamos a procurar elas misteriosamente reaparecem?




* não me pagam para fazer publicidade, mas pronto...
** pensando melhor, como não me pagam para fazer publicidade a partir de agora vou mudar DRÁSTICAMENTE o nome das marcas que quiser referir, como fiz aqui (ah é Zara, já agora!)


18 de outubro de 2016

A Cusca Explica #1 - Porque é que as mulheres vão à casa de banho juntas?

Antes de mais, acho importante explicar de onde nasce esta rubrica... sabem, sou uma daquelas pessoas paranóicas que tem de encontrar justificação para tudo e assim sendo as pessoas tendem a perguntar-me de tudo um pouco e mesmo que não perguntem é mais forte do que eu: eu tenho de explicar. 

Claro está que juntamente com esta minha mania das "ai isso é porque" também vem uma boa dose de imaginação fértil e tresloucada que dá origem a pérolas de conhecimento dignas de louvores. Aviso desde já que são explicações fictícias...melhor não usarem isto em exames de Sociologia, ´tá?

Feitas as apresentações, vamos à pergunta do dia de hoje: Porque é que as mulheres vão à casa de banho juntas?

Ora, nos tempos idos do Homo Erectus, nos primórdios da criação das pequenas comunidades sociais, as mulheres (fêmeas) eram responsáveis pela recolha de frutos e vegetais bem como pelo cuidar das crianças. Imagina-se, portanto, que andassem em conjunto em todas as situações, para apoio e segurança, sendo que os homens se ausentavam durante longos períodos em caçadas.

Tendo em consideração que naqueles tempos uma pessoa podia ser comida a qualquer momento e que o acto de urinar pressupõe a colocação da pessoa em posição física frágil e indefesa (aka cócoras), as fêmeas começaram a ir juntas urinar, tal como faziam todo o resto. Criou-se assim um hábito inconsciente : uma urina e outra fica a ver se não vem por aí um bicho perigoso ou um macho de outra comunidade a querer fazer das suas.

Os tempos passam, mas no entanto, tal como a criação de ferramentas, este foi um hábito que foi ficando. Já no século XX, apesar de tanto ter mudado relativamente ao estatuto feminino, a verdade é que nem sempre as mulheres eram aceites em todo o lado e não podiam ter certas conversas em certos círculos. Mais, ainda vinha o hábito de que "mulher de bem não anda sozinha", tão enraizado por séculos de pudicidade. Assim sendo, as mulheres iam juntas aos lavabos, primeiro por hábito, segundo para ter a oportunidade de falar sobre os calores ardentes que sentiam por este ou aquele senhor, ou sobre este ou aquele assunto. Assim evitavam-se conversas de mau-tom em público, surge daí a expressão "conversa de casa de banho".

Passam mais uns anos, claro, e estamos nos dias de hoje e continuam muitas mulheres a ir à casa de banho juntas, porquê? Primeiro porque os hábitos são coisas difíceis de perder, principalmente quando enraizados na genética evolutiva; segundo, porque continuamos a procurar o apoio quando tememos que algo nos vai comer, seja o homem com quem se está a ter um encontro, seja aquele assunto do qual não queremos falar; terceiro, continuamos a querer sempre que alguém nos apoie, agarrando na porta que fecha mal, para falar mal de alguém presente na mesa de jantar, ou para pedir um tampão.

Portanto, minha gente, aqui fica a explicação. Vamos juntas à casa de banho porque temos medo de ser comidas, não importa por quem ou por o quê... e com isto uma pessoa não pode brincar, mais vale mesmo ir aos pares.

Tenho dito.


18 de julho de 2016

Triste, triste é quando...

as pessoas são tão pequenas, que a única coisa que te sabem morder são os calcanhares.

E nestes casos há que relembrar...

Portanto...
Para gente burra...

16 de junho de 2016

Opiniões Opinativas

Vivemos numa sociedade que confunde o dar opiniões e o opinar.

Dar opiniões: expressar concordância ou discordância sobre algo, apontar uma solução que apresente uma mais-valia para a pessoa a quem a opinião está a ser dada, recomendar algo positivo, referir a sua ideia sobre algo, quando solicitada, para fins comparativos, com argumentos válidos, revelar preocupação genuína.

Opinar: de forma não solicitada, indicar em modo de força toda uma panóplia de "tens de fazer isto" e "comigo era assim e assado" e "faz" e "não faças" e outras tantas frases em forma de ordem como se a pessoa a quem a opinião está a ser dada sofresse de um défice emocional à escala do do PIB.

Sou da opinião que a felicidade deve ser um objectivo, um caminho, e não uma obrigação. Acredito que ser-se feliz depende dos parâmetros de cada um relativamente ao que desejamos e ansiamos e o grau de esforço a que estamos dispostos para atingir o que queremos.

Não acredito que sejamos todos felizes da mesma forma quadrada e modelada, porque sei que há pessoas que são felizes nos seus extremos e pessoas que são felizes na sua neutralidade. Acredito na felicidade das pessoas que fazem tudo, e daquelas que preferem nada fazer. Acredito que tanto é feliz o crente que procura na fé um abrigo, como o descrente que nega haver algo além de si mesmo. Acredito que tanto é feliz uma pessoa que tenha uma grande família, como pode ser feliz a pessoa que vive sempre sozinha e plena de si mesma.

Não sei onde está escrito que temos todos de ser imensamente felizes todo o tempo, ou inteiramente miseráveis sem remédio, mas sinto que a sociedade vive nestes dois pólos. Colocamos demasiada pressão em nós e nos outros para sermos e serem felizes. Opinamos na vida dos outros, com o peso de certezas absolutas, quando o devíamos fazer com a leveza do humor ou com a preocupação de quem cuida.

Costumo dizer uma frase que sempre me acompanha : ninguém tem a obrigação de ser feliz.

Ser feliz deve ser um prazer, não um trabalho forçado. Deve nascer da calma e da paz interior e não derivada de outros ou de coisas. Da minha experiência percebi que nunca fui tão feliz como nos momentos em que fui triste. Porquê? Porque aí percebia o verdadeiro valor das coisas e a verdadeira força que tinha para me superar.

Relaxemos todos. Deixemos as coisas vir e ir e vir e ir, como as ondas, tenhamos as nossas opiniões e as nossas ilusões de perfeição...mas paremos com merdices: a vida não é assim tão complicada.*


*e quando o é, acreditem, vão ter mais que fazer do que preocuparem-se com o que os outros pensam e a última coisa que vos vai apetecer vai ser opinar sobre seja o que for.

P.S. - e SIM, está é a minha opinativa opinião!

25 de maio de 2016

Eu cá não tenho Instagram!

E até há bem pouco tempo (cerca de dois meses...) não sabia o que era aquilo do #qualquercoisaqueamaltaescreviadepoisdeumcardinal (agradecimentos à Dream Crusher).

No entanto, quase que fiz "pipi" de tanto rir com este vídeo.

20 de maio de 2016

Medo, Desculpas e Queixas

Existem momentos na vida em que as mudanças se dão, em avalanche, como se não pudéssemos escolher o caminho a seguir pois estamos a cair pelas escadas aos trambolhões, sem corrimão que nos salve? Sim, existem.

Mas temos mesmo de ser tão queixinhas sobre isso? Não, não temos.

Nem sempre podemos escolher o que nos acontece, tantos que são os elementos com que temos de lidar, mas podemos escolher a nossa atitude : uma proactiva, de intervenção em direcção à melhoria; outra passiva, reclamante, à espera dos milagres que não acontecem.

Agimos muito por Medo: de perder, de ficar, de fazer, de não fazer, de ser amados e de ser rejeitados.
Agimos pouco sem Desculpas: de não saber, de não ter jeito, de não valer a pena, de não ser capaz.
Agimos menos do que nos Queixamos: do que nos falta, do que temos a mais, do que queremos.

Sinto que muitas pessoas se protegem na segurança da "coitadice", pela coragem que lhes falta de serem aquilo que merecem ser : Grandes. Eu própria já me escondi na sombra, porque o sol queimava. Mas será que chegámos a uma sociedade que se nega o direito de sonhar? De ser feliz? Porque se acham tão "pobres coitados" que se habituaram a ser pequenos?

É difícil arriscar e falhar? É. Vamos sofrer? Sim. Mas não há caminho fácil em direcção a nada que valha a pena. Tento convencer-me todos os dias desta certeza : o que sinto são dores de crescimento.

Por isso peço a todos :

Deixem o Medo : muitas vezes as coisas não são assim tão más ou tão definitivas... e as que o são, se estão fora das nossas mãos resolver, só nos resta aceitá-las e viver com elas, livres de peso. O medo deve servir para nos proteger, não para nos reter cativos de monstros imaginários que nos impedem de chegar onde queremos chegar.

Parem com as Desculpas : ser feliz não é pecado, mas poder ser feliz e optar por se ser miserável, isso sim é pecado. Há tanto que não podemos mudar, porque continuamos a arranjar desculpas amedrontadas para deixar de mudar o que podemos? A vida já vos vai dar motivos que cheguem para vos cansar, não precisam de adicionar a isso desculpas inventadas por falta de vontade de fazer.

Parem com as Queixas : não vos levam a lado nenhum, apenas cansam quem está ao vosso lado. Todos temos o direito de desabafar, mandar alhos e bugalhos pró alto. Todos temos o nosso direito a autocomiseração doseada, mas será mesmo necessário fazer disso modo de vida? Estará mesmo assim tudo tão mal? Serão vocês assim tão pouco merecedores de valor? Claro que não!

Ninguém é perfeito, mas podemos ser todos menos cansados e cansativos se vivermos mais pela coragem, pela vontade, pela fé, do que pelo que nos assusta, pelo que não queremos fazer, pelo que nos falta.

É uma escolha. Difícil, mas possível. Vamos tentar?