28 de agosto de 2015

Como tudo começou (e uma pequena advertência)

Há cerca de 10 anos comecei a ver estrelas.

Não me refiro àquelas que estão no céu do Alentejo, mas estrelas nos olhos, manchas escuras e outras brilhantes, que me afectavam a visão. Estas estrelas vinham acompanhadas com paralisia parcial dos membros superiores. Uma beleza, portanto!

Diagnóstico: enxaquecas com aura. Uns tempitos a Topamax e muitas aventuras e desventuras depois percebi uma coisa:  de nada valia tomar medicamentos se continuasse a seguir o mesmo estilo de vida, a mesma Toxicidade Emocional.

Trabalhava e estudava e party-ava e corria pela vida numa aceleração pouco saudável. Alimentava impacientemente uma sede descontrolada pelo Rápido, pelo Tudo ou Nada, pelo Drama, pela Agressividade. Nesse sentido o meu corpo, manifestando-se teimosamente através de sintomas pouco simpáticos, foi o meu melhor amigo.

Aprendi a ler o meu corpo. Deixei de precisar de tomar coisas que na realidade apenas me adormeceram o tempo suficiente para eu perceber que tinha de mudar. Passaram-se anos, mudanças lentas e pequenas, mas significativas: desprendimentos, afastamentos, aproximações, libertações e compromissos.

Comecei a frequentar cursos de Desenvolvimento Pessoal, passei a ler menos Existencialistas e comecei a ler aqueles a que posso chamar de Melhoristas ( Goleman tendo sido o primeiro). Comecei a esforçar-me por Melhorar em vez de me esforçar por ser apenas o que Sou, na Fé de saber que posso sempre ser Mais. Comecei a acreditar que sou uma obra de arte inacabada e que nada virá à minha vida que eu não consiga suportar e vencer e superar.

Comecei a perceber que quando deixava a Toxicidade Emocional controlar a minha vida o meu corpo voltava a dizer-me : Não vás por aí! . Queimaduras, quistos, alergias, contracturas... O meu corpo continua a ser o meu melhor amigo: se ele me diz não vás por aí, agora, tento não ir, faço por escolher outra estrada no entroncamento da minha vida. Às vezes consigo, outras não, mas agora aprendo em ambos os casos.

Por isto fica a advertência: Este blog tem como intuito partilhar a minha opinião, o que resulta comigo, o que aprendi, o que vou aprendendo. Poderá servir de exemplo para alguém? Espero que sim, mas acima de tudo espero que sirva de exemplo para mim, para que o meu corpo me diga cada vez mais: É por aí, força nisso!


Sem comentários:

Enviar um comentário