22 de setembro de 2015

Oh Tempo, volta pra trás!

Mas não volta. Nunca. Aprendemos isso quando percebemos o Tempo que perdemos a perder Tempo.

Trabalhamos no mínimo 8 horas por dia, para chegarmos a casa para trabalhar mais 4 horas, para vegetar mais 4, e dormir 8. À noite, de olhos fechados, perguntamos a nós mesmos:

Quanto Tempo me dei? Onde encaixei o tão merecido Me Time?  Terei amado os meus filhos o Tempo suficiente? Terei olhado nos olhos de quem amo o Tempo que essas pessoas merecem? Amanhã vou fazer por tirar Tempo ao Tempo. 

E o amanhã chega, e as 8 horas de trabalho, e mais as 4 horas em casa e ...Já conhecemos a história.

A Imortalidade está longe, temos o Tempo que temos (não sabemos bem quanto) e provavelmente vivemos num constante estado de ansiedade pelo Tempo que nos falta, e preguiça pelo Tempo que ainda nos resta.
Para mim, se há coisa que o Tempo (e a idade) me provaram é que Tempo não é dinheiro, é qualidade de vida! Dinheiro sem Tempo é 0, mas tanto se pode fazer sem dinheiro se tivermos Tempo.

Não creio que alguém, nos últimos momentos de vida, diga : Ah! Se eu tivesse mais dinheiro, teria dito mais vezes à minha família o quanto a amo!... Mas se falarmos de ter mais Tempo o caso já é outro: não é na realidade esse o maior desejo da nossa, na realidade brutal, tão curta vida? Mais Tempo para amar, para viver, para crescer, para aprender, para mudar, para realizar, para concretizar...

Mas o Tempo não se tem, arranja-se. O que estão dispostos a fazer para o arranjar? Mudar os vossos hábitos? Livrarem-se de abutres do Tempo que nada vos trazem de bom? Pensar menos em Euros e mais em Horas? Criar um plano? Cumpri-lo?

Quanto Tempo vão então investir para que um dia não digam que vos falta Tempo para serem felizes?

Dá que pensar. Ainda bem que ainda vamos a tempo.
Imagem retirada do Google

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