29 de setembro de 2015

Estás desempregada(o)? Então é ir sem medo!

http://www.joaosemmedo.org/

Jamais! (ler com pronúncia francesa, enquanto se empina o dedo para o ar)

M E D O. É o que sinto quando oiço alguém dizer um fervoroso Nunca mais! Porque se há coisa que aprendi é que um Nunca mais! vem muitas vezes acompanhado de um parêntesis (até à próxima vez). A questão é que este parêntesis vem muitas vezes carregado de frustração, de incompletude, de sentimentos de fraqueza e indefesa.

Será que quando digo que nunca mais vou deixar que algo aconteça/fazer algo estou a colocar em mim pressão positiva ou negativa? Faz lembrar o comportamento da criança a quem a mãe diz : Maria Ana, tu não mexas aí! E o que é que a criança quer, mais que tudo, fazer? MEXER! O Nunca Mais funciona um pouco assim...Ora vejamos:

Para mudar um comportamento, de forma eficaz e efectiva, não nos podemos focar no comportamento em si, mas sim nas soluções e alternativas para o mesmo. Desta forma o que faz o Nunca Mais? Castra-nos, oprime-nos e pior, castiga-nos depois quando voltamos a incidir deixando na boca aquele amargo sabor a : Raios, lá cai na esparrela novamente!

Então e se formos na onda de um compromisso mais saudável? Se já sabemos que certa situação nos é tóxica podemos criar estratégias: errar é Humano, mas errar e não aprender é simplesmente tonto (nem que seja para isso preciso errar 20 mil vezes!). Vamos então tentar mudar o Nunca Mais! e usar o Comprometo-me a fazer melhor da próxima vez!(e da próxima e da próxima e da próxima).

Se ficarmos obcecados em não fazer algo ou em não deixar que nos façam algo, provavelmente vamos desviar toda a nossa fantástica energia para o que não queremos, quando devíamos estar a fazer o oposto.

Exemplo: Quero deixar de fumar.

NUNCA MAIS VOU FUMAR! - fico a pensar nisso o dia todo - olho para o maço - sofro - o Nunca Mais pensa-me nos ombros - estou desconfortável - algo me enerva - para relaxar fumo um cigarro - PORRA! JÁ FALHEI - perdido por 100, perdido por 1000, fumo mais um e mais um - sinto-me envergonhada - sou uma fraca - NÃO CONSIGO!

ou

COMPROMETO-ME A REDUZIR O NÚMERO DE CIGARROS QUE FUMO POR DIA GRADUALMENTE ATÉ DEIXAR DE FUMAR - fumava 12, se fumar 6 já é uma conquista - vou praticar desporto - mantenho-me ocupada - ocupo-me ativamente para não pensar no tabaco - foco-me no meu trabalho - tenho umas pastilhas à mão - sinto vontade - ocupo-me mais um pouco - o chefe gritou-me - fumo um cigarro - foco-me no meu objetivo - partilho as minhas conquistas - ESTOU A CONSEGUIR!

Tudo na vida é um processo e vamos a tempo de fazer melhor: Não há motivo para lançarmos o Definitivo quando poucas coisas na vida o são. Mudar é um caminho : algumas mudanças serão mais bruscas, outras mais lentas, mas se for no sentido certo será certamente um processo de melhoria.

Sermos melhores é um objectivo e não uma pressão castrativa. Vamos mais que a tempo :)

Imagem retirada do Google



23 de setembro de 2015

Gostas de levar com bananas no cocuruto? Boa! Continua assim!

É que é isso que acontece a quem se deixa adormecer à sombra da bananeira. Viver na sombra das conquistas que já foram, ou esperar, na molenga, que os nossos sonhos se concretizem sozinhos é estar a pedir para o Universo nos acordar com uma valente bananada na cabeça.

Já alguma vez viram o que acontece a um lago quando as águas estão paradas há muito tempo? Quando a inércia se instala? Se não viram, eu passo a dizer: nada de bom! O que era vivo deixa de o ser e o que era fértil também já não o será.

A melhor maneira de evitar a estagnação deste fantástico lago que é a nossa Vida é tratar dela, activamente, como se fosse um jardim : regar com Criatividade, tratar das ervas daninhas dos Pensamentos Negativos, adubar com Conhecimento e plantar, sempre que possível, Novas Ideias e Novos Sonhos, para o jardim não ser monótono.

Ler mais, ler melhor... Fazer listas de coisas a fazer! Experimentar tudo pelo menos uma vez, conquistar, falhar, tentar novamente, errar, conseguir e celebrar! Mas parar é que não pode ser, e não digo que não saiba bem colher os frutos do nosso esforço, relaxando à sombra da bananeira que plantámos, mas daí a adormecer eternamente, isso é que não pode ser: há tanto Mundo para descobrir e nem só de bananas vive o homem.

E tu, o que descobriste hoje? Nada? Então força, muda isso!







22 de setembro de 2015

Oh Tempo, volta pra trás!

Mas não volta. Nunca. Aprendemos isso quando percebemos o Tempo que perdemos a perder Tempo.

Trabalhamos no mínimo 8 horas por dia, para chegarmos a casa para trabalhar mais 4 horas, para vegetar mais 4, e dormir 8. À noite, de olhos fechados, perguntamos a nós mesmos:

Quanto Tempo me dei? Onde encaixei o tão merecido Me Time?  Terei amado os meus filhos o Tempo suficiente? Terei olhado nos olhos de quem amo o Tempo que essas pessoas merecem? Amanhã vou fazer por tirar Tempo ao Tempo. 

E o amanhã chega, e as 8 horas de trabalho, e mais as 4 horas em casa e ...Já conhecemos a história.

A Imortalidade está longe, temos o Tempo que temos (não sabemos bem quanto) e provavelmente vivemos num constante estado de ansiedade pelo Tempo que nos falta, e preguiça pelo Tempo que ainda nos resta.
Para mim, se há coisa que o Tempo (e a idade) me provaram é que Tempo não é dinheiro, é qualidade de vida! Dinheiro sem Tempo é 0, mas tanto se pode fazer sem dinheiro se tivermos Tempo.

Não creio que alguém, nos últimos momentos de vida, diga : Ah! Se eu tivesse mais dinheiro, teria dito mais vezes à minha família o quanto a amo!... Mas se falarmos de ter mais Tempo o caso já é outro: não é na realidade esse o maior desejo da nossa, na realidade brutal, tão curta vida? Mais Tempo para amar, para viver, para crescer, para aprender, para mudar, para realizar, para concretizar...

Mas o Tempo não se tem, arranja-se. O que estão dispostos a fazer para o arranjar? Mudar os vossos hábitos? Livrarem-se de abutres do Tempo que nada vos trazem de bom? Pensar menos em Euros e mais em Horas? Criar um plano? Cumpri-lo?

Quanto Tempo vão então investir para que um dia não digam que vos falta Tempo para serem felizes?

Dá que pensar. Ainda bem que ainda vamos a tempo.
Imagem retirada do Google

21 de setembro de 2015

Amar é...

..ter fome, é ter sede de Infinito! Por elmo, as manhãs de ouro e de cetim...É condensar o mundo num só grito!

9 de setembro de 2015

Há cenas que me irritam!

E não são muitas, nem poucas, são bastantes! E nesse sentido, decidi fazer uma análise: o que é que me irrita mesmo? O que é que me faz ranger os dentes e cerrar os punhos? O que é que me deixa o coração palpitante and not in a good way?

Enumerei logo "trilhentas" coisas que me tiram do sério, mas claro que, no sentido de melhoria, tive de perguntar: e porque é que isso te irrita tanto?

Ora vejamos uns exemplos:

Pessoas que falam alto demais - será que calo demasiadas vezes a minha voz, deixando os meus pensamentos perdidos em suspiros?

Pessoas que me interrompem enquanto falo - será que poderia afirmar-me mais e melhor, respeitando e sendo merecedora de respeito?

Pessoas que discutem muito - será que procuro entender o Outro e fazer-me entender, resistindo à tentação do "se tu gritas eu grito também"?

Pessoas inconstantes e sem foco - será que sei, mesmo, profundamente, qual é o meu caminho e quem escolho para o percorrer comigo?

... ... ...

Será que me irrito com o Outro, ou Comigo? Nem sempre é fácil saber...mas talvez valha a pena pensar se aquilo que criticamos nas outras pessoas não será um espelho de algo que em nós mesmos temos de melhorar - nem que seja a infinita arte da Paciência e do Perdão! - e melhorar, e melhorar...

Serei eu tudo o que mereço ser para mim e para os outros? Estarei a irritar-me com as minhas próprias lacunas? Assertividade, Autocontrole, Foco, Flexibilidade, Compromisso, Tolerância, Comunicação Positiva... Como estão estas competências? Se as exijo ao Mundo, será que consigo dá-las ao Mundo? Se a vida é um Eco, estarei eu a transmitir o que quero receber?

Dá que pensar. Com toda a certeza temos, dentro de nós, a solução.
Imagem retirada do Google





8 de setembro de 2015

Dica de Leitura: Inteligência Emocional, Daniel Goleman

A bíblia do Desenvolvimento Pessoal.

Daniel Goleman serve-nos de guia numa jornada através da visão científica das emoções de alguns dos mais confusos momentos das nossas próprias vidas e do mundo que nos rodeia. O fim da jornada é compreender o que significa trazer inteligência à emoção, e como fazê-lo: «Em Ética a Nicómaco, a investigação filosófica de Aristóteles sobre a virtude, o carácter e a boa vida, o desafio que ele nos faz é gerir a nossa vida emocional com inteligência. As nossas paixões, quando bem exercidas, têm sabedoria. Guiam o nosso pensamento, os nossos valores, a nossa sobrevivência. Mas podem facilmente desgovernar-se, e fazem-no com frequência. Tal como Aristóteles bem viu, o problema não é a emocionalidade, mas o sentido da emoção e das suas expressões. A questão é: como trazer inteligência às nossas emoções, e civismo às nossas ruas e solicitude à nossa vida em comunidade?»

Retirado do site Wook


http://www.wook.pt/ficha/inteligencia-emocional/a/id/3501417

4 de setembro de 2015

3 de setembro de 2015

Para que a vida não seja um mau filme do Stallone...

Há que saber escolher as batalhas.

Tantas vezes lutamos por lutar, em guerras sem sentido, onde não haverão vencedores, apenas pela sede de ter razão. Valerá a pena esta satisfação infundada do Ego? Muitas vezes iniciamos batalhas por "dá cá aquela palha", para quebrar a monotonia, sem medir o prejuízo de muitas cicatrizes de feridas mal curadas.

É verdade que é bom ter razão, tão verdade como é mau perdê-la à custa de palavras desmedidas e actos tempestuosos. Será que lutamos pela adrenalina? Pela necessidade de gritarmos "HEY! ESTOU AQUI!"...Não sei. Sei, sim, que passamos a vida aos empurrões para fora, para depois passarmos o resto da vida aos empurrões para dentro, engolindo orgulho e frustrações.

Que tal, antes de soltarmos cegamente todo um exército de palavras, perguntar-mos à nossa Consciência:

- Esta é uma batalha que vai trazer mais-valias para mim e para os outros?
- Se esta guerra não fosse minha, será que me iria voluntariar a lutá-la?
- Tem realmente importância na minha vida ou é uma guerra de causas tão perecíveis como a minha irritação momentânea?
- Se eu "vencer", ficarei eu realmente satisfeita/o com os resultados e capaz de seguir em frente?

Num resumo: valerá a pena dispensar da minha energia em lutas que não trazem nada de bom a ninguém?

Estaremos gratuitamente a desperdiçar a nossa energia em mágoas e ódios, julgando que dela possuímos toda uma infinitude? Dá que pensar. O que nos vale é que vamos sempre a tempo de não nos ficarmos pelo pensamento e mudarmos a acção.

Imagem retirada do Google


1 de setembro de 2015

Recomendação do Best! - João Sem Medo

Esta semana recomendo uma comunidade/grupo/iniciativa fenomenal : a João Sem Medo. Sei que esta comunidade tem feito maravilhas por muita gente, de forma gratuita, com os seus workshops e com o apoio comunitário que os elementos que participam nos cursos prestam uns aos outros.  Vale bem a pena ler o manifesto deste grupo fantástico. 


Fica uma breve descrição destes destemidos empreendedores:


"Somos uma comunidade de pessoas empreendedoras com a missão de 'derrubar todos os muros' ao acto de empreender, sejam materiais ou psicológicos. 
Estamos focados nas pessoas e entendemos que todos podem aprender a utilizar o método 'empreendedorismo'para construir o seu futuroEntendemos que o empreendedor é uma pessoa que procura assegurar a sua subsistência através do projecto que está a desenvolver, desafiando a incerteza, i.e., não se sabe à priori se terá sucesso ou não.Por modelo de negócio, todas as nossas acções são gratuitas para a comunidade.Somos uma empresa social de empreendedores para empreendedores. 
Somos inspirados pelo livro "Aventuras de João Sem Medo", José Gomes Ferreira, D. Quixote, na figura da sua personagem "João Sem Medo" que salta o "muro" que separa "chora-que-logo-bebes" (o mundo conhecido, a zona de conforto) e a "floresta branca" (o mundo desconhecido, a zona de desconforto). Queremos que cada ser humano possa descobrir que pode "andar espantado de existir"."
Retirado do site oficial da comunidade

"Nossa, que biolência de inspiração!" 4

E com a Fé de conseguir.
Imagem retirada do Google