20 de outubro de 2015

Não há maior amor do que o Próprio.

Na minha opinião quando somos mal-amados é porque mal-nos-amamos.

Passamos a vida a fazer listas de como queremos que as pessoas sejam, mas raramente listamos as coisas que temos que melhorar em nós. Não acredito em facilitismos em nada, acredito sim que para tudo na vida é necessário esforço e dedicação e as relações humanas não são excepção. 

Acho que o nosso processo de melhoria pessoal é proporcional às pessoas que atraímos para a nossa vida: seja pelo melhor, porque nos dão esperança, ou pelo pior, porque lhes damos esperança a elas. Acredito que as falhas que os outros têm não são desculpa para as minhas, e que os erros que não são meus não me definem (nem os meus! apenas a aprendizagem).

Fica a minha opinião sobre isso do Amor Próprio:

- acho que devemos amar a pessoa que vemos todos os dias ao espelho;
- acho que devemos amar essa pessoa com as suas falhas;
- acho que não devemos exigir dos outros uma melhoria que não iniciamos em nós;
- acho que devemos ser honestos sobre o que somos e para onde vamos;
- acho que devemos relativizar a desgraça e pensar que somos sempre capazes;
- acho que este amor deve ser incondicional, imortal e regenerador;
- acho que este amor é o principio de tudo o que é bom.

Se nos amar-mos o bastante, com certeza esse amor transbordará para os outros. Teremos então um mundo cheio de amor. Haverá coisa mais fantástica?

Louise Hay
Retirado do Google




"Nossa, que biolência de inspiração!" 8

Na verdade é Ricardo Reis, mas é certo, certinho.
Imagem retirada do Google

15 de outubro de 2015

O meu lema de vida. Sem dúvida.

Religiões à parte, desde bem pequenina sempre senti que Algo (seja qual for o nome que queiram dar-lhe, ou seja o quê ou em quem for que acreditem) me enchia de forças para superar a adversidade.

Nem sempre tive uma vida fácil, nem sempre tudo correu bem, mas no meio das tempestades, inexplicavelmente às vezes, sempre acreditei que nunca me faltaria o suficiente para sobreviver e crescer no meio das dificuldades.

Eduquei-me para acreditar, acima de tudo, na minha capacidade de criar a minha própria sorte, mesmo que às vezes esta sorte viesse disfarçada de azares dos grandes. Forcei-me a levantar-me sem pensar que o peso do que carregava aos ombros me toldava os joelhos.

Aprendi a usar muletas emocionais para quando cambaleava depois de mais um medo, e outro e outro... e a não questionar, mas sim aceitar, agir, resolver e continuar.

Das imensas escolhas erradas que já fiz na minha vida tirei a minha aprendizagem, às vezes às custas de muitas reguadas nas mãos. Ainda não aprendi tudo, muitas vezes logo depois de fazer as coisas, no calor do impulso, dou por mim a pensar que poderia ter feito melhor e não há maior castigo que o remorso.

Tenho poucas certezas, nem poderia ser humilde se assim não fosse, mas sei no meu âmago que tenho dentro de mim as muralhas que me defendem, as portas que decido abrir e a cola necessária para restaurar alguns cacos de coisas que em mim se partem.

E acredito também, no meu âmago, que vocês também têm toda a força interior mais que necessária para todos os fardos da vossa vida. Sem dúvida nenhuma.

E vocês? Acreditam?


Imagem retirada do Google



8 de outubro de 2015

6 de outubro de 2015

O Poder do Compromisso ( ou não?!)

ATENÇÃO QUE ESTE NÃO É UM POST SOBRE POLÍTICA (pelo menos não no sentido mais usado da palavra)

Não se fala de outra coisa desde as eleições: compromissos.

Uns recusam comprometer-se com algo que vai contra os seus valores e convicções, outros apelam que o compromisso deverá basear-se na cedência positiva para o bem comum. Uns acham que quem acredita compromete-se com as suas crenças e deverá ser coerente e fiel, outros acham que a flexibilidade é uma exigência para a estabilidade. Provavelmente estão ambos certos, nos seus contextos pessoais.

Eu acho que podemos transpor estas questões para a Politica da Assembleia da Nossa Vida:

- Até que ponto o compromisso é submissão?
- Até que ponto as convicções são teimosias?
- Haverá um meio-termo consensual?

Aprendi (a agradecer ao professor/formador/"ajudador" C.B.) a fazer a ecologia das situações, das decisões, dos comportamentos. Não estou a falar de plantar uma árvore por cada vez que grito com a senhora do Telemarketing, estou a falar de analisar determinadas decisões da minha vida: ponderar e definir se aquilo que decido tem consequências benéficas e harmoniosas para mim e para os outros (ou não).

Pergunto-me muitas vezes relativamente ao que vou fazer:

Na lista dos prós e dos contras, qual tem mais elementos?
O que tenho realmente, na prática da questão, a ganhar?
Quem ganha comigo?
É egocêntrico ou apenas centrado?
É submisso ou altruísta?
O que sei que vou perder?
Como valorizo o que posso ganhar ou que posso perder?
Onde entram os meus valores?
E as minhas convicções, são limites ou pilares?
Posso sonhar neste caminho, ou este caminho intromete-se nos meus sonhos?

Normalmente, no final destes raciocínios percebo que o panorama da questão não é nem assim tão definitivo, nem assim tão catastrófico, e que muitas vezes a melhor forma que tenho de me manter fiel aos meus valores é flexibilizar e aceitar o Outro, percebendo que devo tomar decisões por mim, certo, mas que este MIM precisa de outros MIM'S.

Os nossos valores definem-nos, as nossas convicções levam-nos a lutar pelo que acreditamos, mas há que medir bem os custos e os lucros para não incorrermos no pecado de criar muros em vez de pontes.

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