18 de outubro de 2016

A Cusca Explica #1 - Porque é que as mulheres vão à casa de banho juntas?

Antes de mais, acho importante explicar de onde nasce esta rubrica... sabem, sou uma daquelas pessoas paranóicas que tem de encontrar justificação para tudo e assim sendo as pessoas tendem a perguntar-me de tudo um pouco e mesmo que não perguntem é mais forte do que eu: eu tenho de explicar. 

Claro está que juntamente com esta minha mania das "ai isso é porque" também vem uma boa dose de imaginação fértil e tresloucada que dá origem a pérolas de conhecimento dignas de louvores. Aviso desde já que são explicações fictícias...melhor não usarem isto em exames de Sociologia, ´tá?

Feitas as apresentações, vamos à pergunta do dia de hoje: Porque é que as mulheres vão à casa de banho juntas?

Ora, nos tempos idos do Homo Erectus, nos primórdios da criação das pequenas comunidades sociais, as mulheres (fêmeas) eram responsáveis pela recolha de frutos e vegetais bem como pelo cuidar das crianças. Imagina-se, portanto, que andassem em conjunto em todas as situações, para apoio e segurança, sendo que os homens se ausentavam durante longos períodos em caçadas.

Tendo em consideração que naqueles tempos uma pessoa podia ser comida a qualquer momento e que o acto de urinar pressupõe a colocação da pessoa em posição física frágil e indefesa (aka cócoras), as fêmeas começaram a ir juntas urinar, tal como faziam todo o resto. Criou-se assim um hábito inconsciente : uma urina e outra fica a ver se não vem por aí um bicho perigoso ou um macho de outra comunidade a querer fazer das suas.

Os tempos passam, mas no entanto, tal como a criação de ferramentas, este foi um hábito que foi ficando. Já no século XX, apesar de tanto ter mudado relativamente ao estatuto feminino, a verdade é que nem sempre as mulheres eram aceites em todo o lado e não podiam ter certas conversas em certos círculos. Mais, ainda vinha o hábito de que "mulher de bem não anda sozinha", tão enraizado por séculos de pudicidade. Assim sendo, as mulheres iam juntas aos lavabos, primeiro por hábito, segundo para ter a oportunidade de falar sobre os calores ardentes que sentiam por este ou aquele senhor, ou sobre este ou aquele assunto. Assim evitavam-se conversas de mau-tom em público, surge daí a expressão "conversa de casa de banho".

Passam mais uns anos, claro, e estamos nos dias de hoje e continuam muitas mulheres a ir à casa de banho juntas, porquê? Primeiro porque os hábitos são coisas difíceis de perder, principalmente quando enraizados na genética evolutiva; segundo, porque continuamos a procurar o apoio quando tememos que algo nos vai comer, seja o homem com quem se está a ter um encontro, seja aquele assunto do qual não queremos falar; terceiro, continuamos a querer sempre que alguém nos apoie, agarrando na porta que fecha mal, para falar mal de alguém presente na mesa de jantar, ou para pedir um tampão.

Portanto, minha gente, aqui fica a explicação. Vamos juntas à casa de banho porque temos medo de ser comidas, não importa por quem ou por o quê... e com isto uma pessoa não pode brincar, mais vale mesmo ir aos pares.

Tenho dito.


18 de julho de 2016

Triste, triste é quando...

as pessoas são tão pequenas, que a única coisa que te sabem morder são os calcanhares.

E nestes casos há que relembrar...

Portanto...
Para gente burra...

16 de junho de 2016

Opiniões Opinativas

Vivemos numa sociedade que confunde o dar opiniões e o opinar.

Dar opiniões: expressar concordância ou discordância sobre algo, apontar uma solução que apresente uma mais-valia para a pessoa a quem a opinião está a ser dada, recomendar algo positivo, referir a sua ideia sobre algo, quando solicitada, para fins comparativos, com argumentos válidos, revelar preocupação genuína.

Opinar: de forma não solicitada, indicar em modo de força toda uma panóplia de "tens de fazer isto" e "comigo era assim e assado" e "faz" e "não faças" e outras tantas frases em forma de ordem como se a pessoa a quem a opinião está a ser dada sofresse de um défice emocional à escala do do PIB.

Sou da opinião que a felicidade deve ser um objectivo, um caminho, e não uma obrigação. Acredito que ser-se feliz depende dos parâmetros de cada um relativamente ao que desejamos e ansiamos e o grau de esforço a que estamos dispostos para atingir o que queremos.

Não acredito que sejamos todos felizes da mesma forma quadrada e modelada, porque sei que há pessoas que são felizes nos seus extremos e pessoas que são felizes na sua neutralidade. Acredito na felicidade das pessoas que fazem tudo, e daquelas que preferem nada fazer. Acredito que tanto é feliz o crente que procura na fé um abrigo, como o descrente que nega haver algo além de si mesmo. Acredito que tanto é feliz uma pessoa que tenha uma grande família, como pode ser feliz a pessoa que vive sempre sozinha e plena de si mesma.

Não sei onde está escrito que temos todos de ser imensamente felizes todo o tempo, ou inteiramente miseráveis sem remédio, mas sinto que a sociedade vive nestes dois pólos. Colocamos demasiada pressão em nós e nos outros para sermos e serem felizes. Opinamos na vida dos outros, com o peso de certezas absolutas, quando o devíamos fazer com a leveza do humor ou com a preocupação de quem cuida.

Costumo dizer uma frase que sempre me acompanha : ninguém tem a obrigação de ser feliz.

Ser feliz deve ser um prazer, não um trabalho forçado. Deve nascer da calma e da paz interior e não derivada de outros ou de coisas. Da minha experiência percebi que nunca fui tão feliz como nos momentos em que fui triste. Porquê? Porque aí percebia o verdadeiro valor das coisas e a verdadeira força que tinha para me superar.

Relaxemos todos. Deixemos as coisas vir e ir e vir e ir, como as ondas, tenhamos as nossas opiniões e as nossas ilusões de perfeição...mas paremos com merdices: a vida não é assim tão complicada.*


*e quando o é, acreditem, vão ter mais que fazer do que preocuparem-se com o que os outros pensam e a última coisa que vos vai apetecer vai ser opinar sobre seja o que for.

P.S. - e SIM, está é a minha opinativa opinião!

25 de maio de 2016

Eu cá não tenho Instagram!

E até há bem pouco tempo (cerca de dois meses...) não sabia o que era aquilo do #qualquercoisaqueamaltaescreviadepoisdeumcardinal (agradecimentos à Dream Crusher).

No entanto, quase que fiz "pipi" de tanto rir com este vídeo.

20 de maio de 2016

Medo, Desculpas e Queixas

Existem momentos na vida em que as mudanças se dão, em avalanche, como se não pudéssemos escolher o caminho a seguir pois estamos a cair pelas escadas aos trambolhões, sem corrimão que nos salve? Sim, existem.

Mas temos mesmo de ser tão queixinhas sobre isso? Não, não temos.

Nem sempre podemos escolher o que nos acontece, tantos que são os elementos com que temos de lidar, mas podemos escolher a nossa atitude : uma proactiva, de intervenção em direcção à melhoria; outra passiva, reclamante, à espera dos milagres que não acontecem.

Agimos muito por Medo: de perder, de ficar, de fazer, de não fazer, de ser amados e de ser rejeitados.
Agimos pouco sem Desculpas: de não saber, de não ter jeito, de não valer a pena, de não ser capaz.
Agimos menos do que nos Queixamos: do que nos falta, do que temos a mais, do que queremos.

Sinto que muitas pessoas se protegem na segurança da "coitadice", pela coragem que lhes falta de serem aquilo que merecem ser : Grandes. Eu própria já me escondi na sombra, porque o sol queimava. Mas será que chegámos a uma sociedade que se nega o direito de sonhar? De ser feliz? Porque se acham tão "pobres coitados" que se habituaram a ser pequenos?

É difícil arriscar e falhar? É. Vamos sofrer? Sim. Mas não há caminho fácil em direcção a nada que valha a pena. Tento convencer-me todos os dias desta certeza : o que sinto são dores de crescimento.

Por isso peço a todos :

Deixem o Medo : muitas vezes as coisas não são assim tão más ou tão definitivas... e as que o são, se estão fora das nossas mãos resolver, só nos resta aceitá-las e viver com elas, livres de peso. O medo deve servir para nos proteger, não para nos reter cativos de monstros imaginários que nos impedem de chegar onde queremos chegar.

Parem com as Desculpas : ser feliz não é pecado, mas poder ser feliz e optar por se ser miserável, isso sim é pecado. Há tanto que não podemos mudar, porque continuamos a arranjar desculpas amedrontadas para deixar de mudar o que podemos? A vida já vos vai dar motivos que cheguem para vos cansar, não precisam de adicionar a isso desculpas inventadas por falta de vontade de fazer.

Parem com as Queixas : não vos levam a lado nenhum, apenas cansam quem está ao vosso lado. Todos temos o direito de desabafar, mandar alhos e bugalhos pró alto. Todos temos o nosso direito a autocomiseração doseada, mas será mesmo necessário fazer disso modo de vida? Estará mesmo assim tudo tão mal? Serão vocês assim tão pouco merecedores de valor? Claro que não!

Ninguém é perfeito, mas podemos ser todos menos cansados e cansativos se vivermos mais pela coragem, pela vontade, pela fé, do que pelo que nos assusta, pelo que não queremos fazer, pelo que nos falta.

É uma escolha. Difícil, mas possível. Vamos tentar?


2 de maio de 2016

Amanhã faz 31 anos que nasci.

Amanhã faz 31 anos que nasci.

No entanto, hoje, enquanto ajudava um senhor de idade sábia na casa dourada dos seus 70 ou 80, percebi que o momento em que nasci já não volta, essa tábua rasa de experiências e traumas e felicidades, pelo que caminho, sim, e como todos nós, para esse momento que é o último.

Dramatismos à parte, para os quais não sou dada, enquanto ajudava o senhor, caído no chão, branco que nem cal, e lhe agarrava na mão, magoavam-me os olhares desviados. Dei por mim a pensar, e se fosse eu? Jovem que sou? Parariam as pessoas?

Que balanço faria eu da minha vida se estivesse ali estendida no chão e suja? E se ali me ficasse e não houvesse outro dia? Que remorsos teria? Mais do que fiz ou do que não fiz?

E se soubesse que amanhã seria o meu último dia? O que mudaria? Que memórias quero criar para a minha vida? Como faço para atingir a plenitude? O que me falta e do que me posso libertar?

De um momento para o outro eu era aquele senhor. Um futuro ao qual não podemos fugir, mas que podemos escolher melhorar. Não sei como o fazer, agora, mas amanhã faz 31 anos que nasci, e finalmente sei como não quero morrer. 


21 de abril de 2016

Prince - The Beautiful One - RIP

Recebi agora a mensagem : o Prince morreu.

Pelo que vejo nas noticias é tudo muito incerto...mas na evidência da sua morte, resta relembrá-lo como um artista igual a si mesmo e por isso mesmo único, como todos os verdadeiros artistas devem ser.

Não importa a idade que tenhamos, nem o estilo de música que gostamos, a verdade é que Prince Rogers Nelson, pelo seu legado musical, será eterno.

Uma das minhas músicas favoritas de todos os tempos (não fosse eu tão adepta de homenagear a Mulher) é a The Most Beautiful Girl... no entanto, na minha adolescência, em que era a menina com pouca auto-estima, gordinha, com dentes feios, uma música sempre me acompanhou : The Beautiful Ones.

Quem me conhece sabe que eu adoro cantar e cantar sempre foi uma das melhores maneiras de me libertar dos meus medos e das minhas dores... cantar esta música, na sua beleza, na sua sensualidade, elevava-me o espírito. Conheci esta música na voz da Mariah Carey e do Dru Hill (o Sisqo da Thong Song). Por ela cheguei ao Prince. E aí me fiquei. A admirar como quando um génio aparece, a sua influencia transforma o mundo e das sementes da sua genialidade nascem outras flores.

Poderia falar da Purple Rain, da Kiss, da Cream... mas falo desta, que muitos desconhecem.

Aqui vos deixo as duas versões.

Serás sempre eterno.



3 de abril de 2016

1001 sons que me fazem sentir velha e as suas histórias - Thong Song

Quem me conhece sabe que sou seguidora, praticamente de berço, de tudo o que envolva R&B. Foi o primeiro estilo musical que me fascinou, tanto em vozes como em dança e acompanhou a minha adolescência.

Acredito que a música cura todos os males e que dançar ajuda...mas a verdade é que já não se fazem músicas como antes, sons daqueles, que uma pessoa não tinha como não se abanar toda mal os ouvia.

Real feel good songs...outras românticas de fazer chorar as pedras da calçada...mas todas memoráveis. Sinto muito orgulho de ser de uma geração em que tanto podia ouvir Linkin Park como Backstreet Boys...Placebo ou Santana... bem... uma maravilha.

Esta música que aqui vos relembro hoje é uma dessas, das que uma pessoa não consegue evitar abanar o capacete e rir.  Faz-me lembrar de quando a MTV passava mesmo música...e não a treta de programas que passa agora.

Bons momentos.


27 de março de 2016

(Des)Ilusões

O maior desafio nas relações humanas parte da incapacidade das pessoas saberem e agirem em conformidade com o que querem.

Querem tudo, não querem nada e mais do que isso, esperam que no meio da indecisão, haja sempre alguém igualmente indeciso que os acompanhe na sua incapacidade de querer e fazer.

Para cada sonho, existe uma falta de vontade inerente para trabalhar e de sacrificar o necessário para construir uma estrutura sólida. Para cada desejo, existem desculpas que se inventam, prioridades que não se definem e tempo perdido em modo barata-tonta.

O mundo gira como se fosse tudo eterno, tudo remediável, num processo de desculpabilização e alheamento das consequências das suas acções. Ninguém se importa com ninguém, porque ninguém se dá o bastante para se importar. Famílias não se constituem, antes, fragmentam-se porque os seus elementos são incapazes de criar prioridades válidas.

Os país descarregam nos filhos as frustrações do que não foram, os filhos farão o mesmo aos seus. Os casais querem tanto juntos, fazendo tão pouco juntos, desconhecidos de si mesmos, em que tudo é prioridade fora o casal que julgam ser. Os homens querem namoradas, não mulheres; as mulheres querem filhos, não homens. Assim se criam núcleos de famílias que nunca o serão.

Hoje é um dia triste.

Virão outros que não o serão.

23 de março de 2016

Rasgos

Ouvem-se tambores no outro lado.
Pedras soltas rolam pelos muros.
A argamasssa do Tempo esfarela-se.
Um muro.
Todos podem ver, todos olham,
A todos cega.

Uma criança,
Solta,
Leve,
Olha pelo rasgão no muro.
Procura os tambores,
Desvia-se das pedras,
Sacode a argamassa dos ombros pequenos.

A criança olha para cá,
Para o lado onde está,
O lado seguro,
Disse o pai,
O lado que deve ser,
Disse a mãe.

Rolam mais pedras,
Caiem bocados já,
Os muros são rendados.
A criança olha novamente para lá.

Dizem-lhe que deste lado é que é,
Que os muros estão lá para proteger.
Contam histórias de monstros de lá,
Fantasmas que roubam infancias,
Barbas que escondem armas
E Mal, muito Mal por lá anda.

A criança continua a olhar,
Põe o pequeno dedo no esfarelado rasgo que dá para lá,
Força um punho,
A curiosidade dá-lhe força,
Empoleira-se na sua meninice e olha.

Olha novamente.
Procura os tambores,
os fantasmas,
o Mal.
Não vê nada.

É tudo igual do outro lado do muro.
Consegue passar uma perna,
Todo o corpo esguio.
Vê crianças do lado de lá,
Vê homens de barba que sorriem,
Os tambores agora parecem música.

Feliz corre para os pais e diz:
Lá é igual a aqui! Lá é igual a aqui!

Dizem-lhe que pode parecer igual, mas que há locais mais iguais que outros e que aquele igual é diferente. Pergunta: porquê? Dizem-lhe: É assim e pronto!

Tapam os buracos, cobrem os rasgos das pedras soltas, colocam uma placa a dizer "Não ultrapassar". A criança não volta. Mas voltará outra, a forçar a Verdade através dos muros, com punhos pequenos e uma mente grande e livre. Podem rolar pedras e esfarelar argamassas, não há muro que resista à vontade humana e o lá...bem...o lá e o cá são apenas uma questão de quebrarmos muros e transformarmos tudo em Aqui, Hoje e Nós.


18 de março de 2016

Férias Românticas

Ora portanto, um casal normal, quando pensa em férias românticas, normalmente inicia todo um processo de aquisição de uma viagem numa low-cost apertadinha, para ir a Paris ou a Londres, ficar lá uma noite, correr a cidade à pressa, cansar-se e tirar 300 fotos para que uma fique bem.

Outro casal normal, quando pensa em férias românticas, vê se o Lisboa Viva tem saldo suficiente para uma viagem na linha CP-SINTRA e vai comer um travesseiro à Piriquita, depois de uma bela noite numa qualquer hostel e de um dia a ver os jardins por fora, porque as entradas são caras 'pra caneco.

Mais um casal normal, quando pensa em férias românticas, passa dias a ver as promoções do Odisseias, marca um jantar romântico de pizza à beira mar (que na realidade é mais tipo uma sande de tomate e queijo, quente, numa tasca), e fica num hotel, também ele à beira mar, mas em tempo de chuva, que época baixa sai mais barato.


Depois temos outro casal normal, em que os elementos são a Taylor Swift e o Calvin Harris.

...

Devem ter comprado a viajem no Mygon.

-_-

Nojeintes
Vou alí ao Portinho da Arrábida e já volto.

15 de março de 2016

Sabes que o caso 'tá grave quando procuras isto no Youtube

MAS CALMA! FOI TUDO POR CAUSA DA SÉRIE SOBRE O O.J.SIMPSON.

...

...
Já não se fazem "sonzassos" como este. É que simplesmente não. 
Mas é que não mesmo.

PREFUNDE!
(quase tanto como as "entradas" na testa do senhor)
(tanta gangaaaaaaa)
(águia, cavalo, dama semi-nua, cavalo, águia, grutas, águia)
(Jesus caminhando sobre as águas)
(aquelas chamas ardentes são tãoooo pré-photoshop)
(agora já não se usa chumbo nos dentes)
(toda uma floresta amazónica naquele peito, Tony Ramos style)
(fosse isto gravado no Algarve e eram só tabuletas a dizer "Cuidado com as arribas!Perigo de derrocada!")

8 de março de 2016

Mulher

Rasgo de Sol em tempestades,
é o que tu és.
Raízes de árvore que não cede,
apenas tolda para dar os seus frutos,
é o que tu és.

Se te imaginas fraca,
como se de ti tivessem tirado à força
os filhos, o futuro,
não chores.
És a força dos rios e esses seguem sempre
em frente, no seu caminho,
tal como tu, até ao mar que te espera.

Nesse mar serás peixe, serás alga,
e a espuma das marés.
Serás o sal que seca na pele,
é isso que tu és, o sal, o sabor,
a textura de tudo o que é, foi e será.

De ti tudo nasce, em ti nada morre,
nada se esquece, tudo se vinca,
como as noites mal dormidas a tratar dos teus.

Em ti tudo floresce, tudo brota, de ti tudo vem,
és a Mãe, a Filha, a Servente e a Rainha.
És tudo Mulher, por isso nunca te faças nada,
por que sem ti nada será.

Vai.
Agora.
Sê muito,
sê tudo,
sê Mulher.

4 de março de 2016

Abram as Janelas - Poema do Sr. do Autocarro

Hoje, no autocarro, entra um senhor de muletas que ao sentar-se começa a gritar a plenos pulmões "Abram as janelas!".

Todos olham para o senhor, com ar de sexta-feira (que é igual ao de segunda, mas com mais olheiras) e pensam que é mais um maluco que tem por costume bradar as suas maleitas na rede de transportes.

Lança depois estes ditos, que para mim soaram a poema:

Acordem para a vida! É assim que ensinamos as crianças a sorrir? Olhem à vossa volta, olhem para a pessoa ao vosso lado. Toda a gente sentada, neste calor, é só ar condicionado. Abram as janelas! É preciso ar corrente. Vêm eles de avião passar cá férias...e nós?! Nem à Fonte da Telha vamos! Como é que vão ser produtivos? Passei a vida toda a trabalhar para isto? (abre os braços)...Olhem ali as ervas daninhas, a dar flores, e nós aqui, doentes e com tosse. Abram as janelas! Ar corrente! Temos de dormir e comer como deve ser e não só um cafezinho e um queque de manhã. (levanta-se para sair deixando o lugar vago)

Pronto, já se vão sentar no lugar. Até correm!... Ainda agora se levantaram e já estão sentados.

E saiu. E o ambiente no autocarro mudou, no inicio era um maluco, depois deu para rir, no fim...bem...acho que ficámos todos a pensar na nossa vida e não teve piada nenhuma.

Não sei quem era este senhor, e claro que o cito provavelmente com erros e interpretações dos meus ouvidos...mas um grande obrigada e um maior ainda pedido de desculpa por o achar louco de início, quando depois me deu uma tão valente chapada de realidade.

1 de março de 2016

Como construir uma casa

Muitas pessoas perguntam-me " Cusca, como é que consegues ser tão racional?". Bem...desengane-se quem pensar assim, não sou assim tanto.

Sou, sim, uma pessoa de temperamento forte, muitas vezes irascível, que quando se chateia leva tudo à frente. Então, porque é que tantas vezes me julgam calma e racional, fria até? Simples. Porque sei construir uma casa.

Tiveram um momento "wtf?!", mas eu passo a explicar:

No inicio da minha relação comigo mesma, nós não nos dávamos muito bem. Eu e a minha cabeça, o desgraçado do coração, o tempestuoso temperamento, as emoções descontroladas...bem, andávamos todos de costas voltadas, amuados, a fazer birras, a ver quem ganhava. Era difícil conviver com tantos Eu's, tantas forças a puxarem para tantos lados, até que um dia percebi que tinha de morar com esta malta toda, e que não tinha escolha senão domá-los.

Decidi construir a minha casa : a casa da minha estrutura mental e emocional onde aprenderia a lidar com todos os impulsos e repulsas que me constituíam. Sabem o que fiz? Como qualquer bom construtor, distribuí tarefas.

Cabeça : decidi que ia usar o meu lado racional para estudar, para aprofundar conhecimentos práticos (meditação, coaching, terapia) que me permitissem criar um plano para construir a casa que queria para mim;

Coração: fui buscar os meus sonhos, segui-o até onde queria estar, usei-o para escolher as pessoas que queria convidar para esta minha casa, aprendi a ouvi-lo juntamente com a sua colega de trabalho, a cabeça, e percebi que quando os dois estão em sintonia, formam a música perfeita;

Temperamento: daqui tirei a minha força, os tijolos das paredes e as vigas do tecto, aprendi a controlá-lo e a direccioná-lo. Transformou-se na minha força de trabalho, a ferramenta que usava para deitar muros que me prendiam abaixo, apanhar as pedras que daí sobravam, e construir novas paredes, mais fortes e à minha medida;

Emoções: foram a argamassa e o colorido da construção. Algumas emoções mais tóxicas? Ora bem, toda a casa precisa de esgoto... as bonitas, positivas, de melhoria, usei entre os tijolos do temperamento para o amaciar,para o moldar.

Enchi esta casa de mim, de tudo o que fui, sou e serei. Nesta casa eu sou a única moradora permanente e escolho quem convido para entrar, mas cabe-me sempre a mim e só a mim melhorar esta casa...afinal de contas que sentido faz pedir a um convidado para andar a limpar paredes e emendar frechas?

Às vezes cai um pouco de estuque, sujo o chão todo, esfrangalho a mobília. Mas contínua a ser a minha casa, a da minha alma. E a vossa, de quem é?


22 de fevereiro de 2016

E Recordar é Viver...

Ando a ganhar coragem para comer estas malandras...
e pensar que quando era pequena, não pensava duas vezes.
M
E
D
O

17 de fevereiro de 2016

O meu novo vício: Reações às Músicas no Youtube

Sabiam que anda por aí uma moda nova (pelo menos para mim) de filmar no Youtube a primeira reação ao ouvir as novas músicas dos grandes artistas da atualidade? Sabiam? Hey, sabiam? Sabiam?
...
...
...
...
Pois.
...
...
Eu não sabia. Agora viciei.


Este mal tem som...mas para quem conhece a música, não dá para não rir.

16 de fevereiro de 2016

É uma chatice, mas tornei-me uma Bieberete!

Bieberete : a minha definição para pessoas do sexo feminino que gostam do Justin Bieber.

É verdade minha gente, confesso, ando a ouvir o Bieber, ou melhor...a ver... não o Bieber em si, mas sim os vídeos do Purpose: The Movement. Este é um fantástico projecto de dança, apadrinhado pela grande Parris Goebel que junta talentosos bailarinos a um inovador conceito de videoclip em modo filme, em que se pode ver os 13 vídeos como um todo e apreciar todo um conjunto de coreografias fantásticas.

Aqui vos deixo um exemplo. 
Definitivamente não é tanto pela música em si, mas acima de tudo pela forma como a sentimos ao assistir ao vídeo.

15 de fevereiro de 2016

Cinema do Bom - O Renascido

Estou neste momento a comer uma canja à custa deste filme. Não é, confesso, para quem tenha um estômago fraco, como era o caso da senhora sentada ao meu lado que passou as mais de 2 horas e 30 minutos do filme a dizer "Oh! Ai! Oh Deus! Tanto sangue!"

Estou a brincar...a canja é por outros motivos, no entanto o filme é visualmente e emocionalmente forte (e a senhora ao meu lado passou mesmo o filme assim).

O Renascido (The Revenant) é o novo filme de Iñarritu onde o DiCaprio tem, a meu entender, o papel da sua carreira: Hugh Glass é mais que uma personagem, é uma transfiguração total do actor ao longo de uma viagem ao extremo dos limites físicos e emocionais do Ser Humano.

O que nos distingue dos animais? Provavelmente o facto de não sermos, de igual modo pelo menos, condicionados por um instinto tão simples como o de sobrevivência. Vivemos, criamos hábitos, adaptações e contentamentos, mas na realidade raras vezes nos deparamos com situações de real necessidade de sobrevivência nossa e dos que amamos...e se isso acontecesse? O que nos moveria? A vingança, o Amor? Será que existe uma sem o outro? Até onde iriam as nossas forças? Onde as iríamos buscar? Às lembranças, ao Futuro, ou ao facto não termos nada a perder?

Este filme leva-nos à profundeza da capacidade humana de superar tudo quando tem um objectivo tão forte que não apenas impele a agir mas empurra, literalmente, visceralmente, em direcção à acção numa intensa luta contra a Natureza (humana também).

Espero que o DiCaprio ganhe o Óscar. Mesmo que não ganhe, para mim, fez por merecê-lo.

Vejam mais sobre o filme aqui.









Bommm Diiiaaaaaaa!!!!


Pimbas!

12 de fevereiro de 2016

Abraça-me

Abraça-me.
Envolve-me nos teus braços
Que são galhos de árvore florida
Onde cantam os pássaros.

Beija-me.
Faz dos teus lábios a água
Que mata a sede e a aumenta
Como ao meu desejo por ti.

Conquista-me.
Como o pedaço de terra
Que cultivas com o amor das tuas mãos
Para teres os mais doces frutos.

Relembra-me.
Como à memória quente
Que aviva os sentidos
E arrepia a pele de tanto querer.

Sabes que é assim, 
Os dias passam e as noites voltam,
Cada uma trazendo mais um pouco de ti
A mim.
A nós.
A este amor que é,
De tão nosso, 
Do Mundo. 
E que de tanto, 
Faz tão pouco,
Se tu não estás.


Feliz Dia dos Namorados




11 de fevereiro de 2016

Então e tu? Engoles? (ver post antes de julgar)

Dou 5 segundos para acalmarem a mente e recuperarem o foco.
...
Já está?! Boa!

Portanto, estou a referir-me a sapos. Engolir sapos.

Engolir aquelas palavras amargas que nos lançam e às quais damos respostas no mesmo tom ácido. Engolir discordâncias que nos apertam todos os botões dos nossos valores mais íntimos. Engolir faltas de respeito que nos fazem saltar a tampa... Bem, engolir em geral aquele bolo que nos fica entalado na garganta dos nossos sentimentos e convicções. É sobre isso que estou a falar.

Sinto que vivemos numa sociedade que estimula a ideia do "eu cá não engulo sapos", e eu compreendo, no entanto será que por vezes não estamos a tornar o sapo maior do que ele é? Ou pior... será que esperamos que os outros engulam os nossos sapos, sem querer, nós mesmos, engolir os dos outros?

Vejamos...

- As palavras amargas que nos lançam, se as lançarmos de volta, o que ganhamos com isso? Um toma-lá-dá-cá de ofensas e discussões. Todo um molho ácido e azedo de agressões. Talvez se guardarmos o sapo e tentarmos apaziguar a luta, cheguemos mais longe.

- As discordâncias com os nossos valores, quando nos afectam no âmago da nossa moralidade...bem...na realidade não passam disso: nossos valores, nossa moralidade. Não podemos impor que sejam os dos outros. Talvez se guardarmos o sapo e tentarmos expressar a nossa opinião construtivamente, cheguemos mais longe.

- As faltas de respeito que nos fazem saltar a tampa, essas tramadas, deixam uma pergunta: quantas vezes dizem às pessoas qual é a medida e resistência da vossa tampa? Pois... talvez poucas, talvez não as bastantes... e de qualquer das formas a melhor forma de lidar com o desrespeito é desvalorizar, valorizando e afirmando o nosso valor próprio. Talvez se guardarmos o sapo e tentarmos perceber que nem a avaliação nem os comportamentos externos nos definem, cheguemos mais longe.

Vivemos tempos raivosos. Tempos em que a reivindicação dos direitos não cresce proporcionalmente ao cumprimento dos deveres. Achamos que não temos de suportar nada de ninguém... E realmente não temos, mas também não temos de encarar tudo como uma luta constante por uma emancipação e uma valorização que tem de vir de dentro para fora e não o inverso. Isso de lutar contra sombras e coisas que não podemos mudar (porque não estão em nós) é simplesmente cansativo.

Há que escolher bem as nossas guerras. Se isso significa engolir uns quantos sapos pelo caminho?! Provavelmente sim. E como? Bem... com um bom tempero de tolerância, amor ao próximo e confiança nos outros e acima de tudo em nós*.




* Se o sapo realmente for "ingulivel"... ponham na borda do prato, não o engulam...mas será mesmo necessário mandá-lo de volta ou para cima das outras pessoas?...Hum...acho que não.

4 de fevereiro de 2016

Estão à beira de desistir dos vossos sonhos?! Então leiam isto!

Podemos não ganhar sempre, mas se desistirmos sempre, isso deixa de ser uma possibilidade e passa a ser uma garantia.


Faltou-lhe "um bocadinho assim"! De esforço e determinação.


P.S. E podem dizer-me à vontade que o sonho dele era ser fotógrafo...mas todos sabemos que é o que ele diz agora. Esse era outro sonho, outra escolha, e isso agora soa como o corredor de fundo que perde porque desistiu de correr e diz que o importante é participar. 

3 de fevereiro de 2016

Ideias e Desafios - Um empresa para a melhoria pessoal e profissional

A Ideias e Desafios foca-se no desenvolvimento de equipas comerciais, direcionando as suas formações para o desenvolvimento dos talentos que já existem no tecido da empresa, porque as empresas valem tanto como as pessoas que as constituem.

Liderança, Coaching, Estratégia e Gestão são alguns dos temas abordados e aplicados.  E bem. E em bom.

Conheçam um pouco o site, tem imensos recursos gratuitos de qualidade: artigos áudio, frases motivacionais, palestras, livros... Todo um mundo de oportunidades de se Ser Melhor. Basta querer. 








1 de fevereiro de 2016

Receita para a Felicidade - O Gato

- 1 dose de pulinhos no sofá a brincar com um novelo imaginário
- 3 miaus sorridentes a pedir comida
- 20 kg de festinhas em pêlo fofo
- 3 dúzias de piscares de olhos amorosos

Deixar repousar em ron-rons durante 2 horas e acompanhar com o movimento "fazer caminha".

Perfeito.



BOM DIA!



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*P.S. para gente que não diz palavrões - Espero não ter ferido susceptibilidades mas não resisti... Não há como não rir desta imagem. E vá, é o Chuck Norris, falar assim é no mínimo coerente! :D


29 de janeiro de 2016

Sabes que o Mundo caminha para o seu Fim quando...

ouves isto:

Zika?! A cena dos telemóveis?!

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Não.
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Isso é a Lyca. Mobile.
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Benzádeus.



27 de janeiro de 2016

Esta é para ti!

Não faças minhas as tuas palavras.

Não vale a pena tentares mudar o assunto e transformares o que eu quero dizer noutra coisa.

Irrita essa mania que tens de corrigir-me sempre, muitas vezes sem o meu consentimento, como se soubesses melhor do que eu mesma o que pretendo dizer.

Eu digo o que eu quiser, porque tu não mandas em mim!

Estás sempre a pôr palavras na minha boca e a tentar adivinhar o que vou dizer. Pára!

Deixa-me ter a minha própria voz!

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MALDITO TECLADO INTELIGENTE!

Andem por aí pequeines génis da dabriudabriudabriu (www) net! - Marcelo a fazer coisas

O que eu já ri com esta página.

Simples, perfeita. Bem apanhada. Quem se lembrou disto realmente merece uma salva de palmas.

Podem dizer o que quiserem, mas é o Presidente mais mediático de todos os tempos*







*E sim, eu sei, na realidade na nossa nova democracia bebé só tivemos outros 4, sendo que em 3 deles ainda não havia o boom do Facebook, logo o grau de paródia era infinitamente menor.

25 de janeiro de 2016

20 de janeiro de 2016

Parem tudo! Descobri o motivo de tanta infelicidade!

Joãozinho, o que queres ser quando fores grande?

- Eu quero ser jogador de futebol e marcar muitos golos!

E tu Maria, o que queres ser quando fores grande?

- Eu quero ser professora e ensinar os meninos!


Passam-se 20 anos e o Joãozinho trabalha num call center a vender seguros e a Maria realmente é professora mas apenas no papel, na prática a última vez que entrou numa escola foi quando terminou a faculdade.

Atenção, não tenho nada contra call centers, pelo contrário, ajudaram-me a ter meios para estudar, meios de sobreviver e meios de crescer profissionalmente! E quanto à Maria, sei bem que aquilo que refiro não foi, muito provavelmente, escolha dela.

Temos a geração mais qualificada de sempre, num país em que o empreendedorismo jovem se destaca, no entanto, quando entro no autocarro, apenas vejo caras com marcas de almofada, cabisbaixamente ignorando-se umas às outras. Descobri porquê!

Estão prontos?

PORQUE NÃO GOSTAM DO QUE FAZEM.

Poderia dizer que é falta de dinheiro, mas não acredito que seja. Vejo iPhone nas mãos e olhos tristes na face.

Poderia dizer que é mal-de-amor, mas não acredito que seja. Às vezes estão de mãos dadas, falando de quanto odeiam ir trabalhar.

Poderia dizer que é saúde, mas não acredito que seja. Estão coradinhos de raiva de ter de apanhar o autocarro todas as manhãs e os perdigotos que lhes saltam parecem-me sadios.

Acho que é mesmo a insatisfação profissional que lhes tira o brilho dos olhos. Mais de 8 horas por dia de frustração e desilusão a multiplicar pelos anos que se tem de esperar pela reforma dá nisso.

A dura realidade é que temos de trabalhar, muitas vezes em coisas que nem sonhávamos (nos piores pesadelos) que íamos fazer. Outras vezes até fazemos aquilo para que estudámos, mas a realidade da profissão não se adequa às miragens românticas que tínhamos quando nos inscrevemos no curso. No entanto, temos de trabalhar.

Como curar esta maleita então? Fica a dica.

Provavelmente não podes mudar de emprego, ou na realidade não queres tanto assim, apenas querias ser mais feliz no teu dia a dia e isso ferve-te a alma. Tens uma solução: sonha com o que queres concretizar, elabora um plano concreto, pensa em quanto tempo tens de dedicar para investires no que amas, cria parcerias, pensa bem no que queres, investe o tempo que passas a queixar-te em formações, em novas ideias. Aproveita o vencimento que tens, valoriza cada tostão, aplica esse tostão em ti. Até podes fazer um esforço para amares o que fazes, o suficiente para que seja uma mais valia na tua aprendizagem. Ou não, podes lançar tudo às urtigas e correr o risco.

Seja como for, investe mais em ti. Adapta-te e transforma-te. Sonha com quem sonha contigo, queixa-te a quem te deves queixar, mas procura soluções: senão vais ser só um queixinhas e ninguém gosta disso, certo?

REALIZA-TE.


18 de janeiro de 2016

Como sobreviver às segundas-feiras desta vida

Falando mal delas.

Para libertar o stress e tal...enquanto esperamos ansiosamente pelo fim-de-semana (sim, porque ultimamente parece que é segunda-feira todos os restantes dias da semana que têm feira no nome).

True

Also true

Truest Truth

Still true

14 de janeiro de 2016

Vocês são grandes!

Props para as senhoras de idade que falam umas com as outras, gritando as suas vidas,  no autocarro,  à distância, tendo lugares vagos para se sentarem lado a lado.

Há quem esteja perto e nem sequer sussurre a sua vida, muito menos com tanto entusiasmo e brilho nos olhos.

Boto like nisto!

5 de janeiro de 2016

Chiça que estou mesmo vintage!

Ai agora brincam com um cócózito chamado Pou no telemóvel e acham que são fashion?
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Ainda vossas excelências não eram nascidas já eu andava a dar cabo de aliens japoneses fofos.

À fome.

E muitas vezes sujos.

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Pff...

4 de janeiro de 2016

Feminismo - A minha controversa opinião

Considero a Mulher o Ser mais esplêndido e inexplicavelmente fantástico que existe. Defenderia que não só somos o Sexo Mais Forte como também o Mais Belo e o Maior Feito da Natureza. Dito isto peço a todas as Mulheres do Mundo: parem de se vitimizar.

Fui criada com modelos de mulheres fortes, mulheres-furacão, mulheres-revolta, mulheres-fogo...e percebi que no meio das pancadas e das rudezas, das quinas bicudas das suas personalidades, havia algo nelas que me cheirava a Imortalidade: mesmo no meio das suas tempestades, eram um barco quebrável mas indobrável. Estas mulheres eram (são) árvores, com raízes que abalroam estradas e criam fendas em casas emocionais mais frágeis. São como aquela pontinha de rocha, na beira do precipício, que temos sempre medo que ceda e nos deixe cair, mas que tantas vezes nos salva a vida.

Não se vitimizavam. Não precisavam de ter os mesmos direitos dos homens, porque sabem que ser Mulher é ser MAIS! e não igual. Carregavam nos ombros tanto o trabalho horas a fio na terra, como os filhos às costas. E mesmo aquelas que trabalhavam de manicures feitas, agradando a todos, se revelavam feras destemidas em momentos de aperto.

Cansa-me a vitimização de um Ser tão forte. Cansa-me que tenham tantas lutado tanto para que agora continuemos a focar as energias no que não temos, não fazemos, ou não somos. Cansa-me ver mulheres apagadas à força da ideia de famílias à moda antiga, quando todas elas gritam EU e não NÓS. Cansa-me também ver tantas negar o NÓS, porque acham que ser mulher agora, na modernice dos tempos é ser só EU.

Custa-me que tantas vezes se associe o Feminismo à negação: negar que alguém mande em mim, negar que alguém decida por mim, negar que me minimizem, negar que me neguem; e não à aceitação: aceitar que às vezes tenho de ser humilde, aceitar que às vezes é bom largar o leme e ser comandada, aceitar que tudo o que é fantástico nasce de coisas pequenas, aceitar que vai haver quem me negue e que não serei menos por isso.

Feminina e feminista para mim tanto é a dona de casa que não tem qualquer outra ambição senão criar os seus filhos da melhor forma que sabe, dedicando-lhes toda a sua energia e felicidade, como a mulher que não quer ter filhos e que se dedica à carreira, sem temer o julgamento da frase "então? Já casaste?".

Feminina e feminista tanto é a mulher que manda tudo às urtigas, em tumultuosos humores, quando oprimida, como a mulher que se submete a coisas a que tão libertinamente costumamos jogar um maldizente (e tóxico) "havia de ser comigo!".

Não acredito que tanto se tenha lutado para ser igual nem aos homens nem às outras mulheres...acredito que se lutou para se poder ter a escolha de ser diferente.

Acredito que se lutou para quebrar espartilhos e flexibilizar as nossas vidas. Para podermos escolher entre a tradição e a modernidade. Para podermos errar. Para podermos falhar redondamente e pecar e recomeçar e estilhaçar e reconstruir. Para sermos Donas da nossa sexualidade e não para a dar ao desbarato ou para até a dar ao desbarato se bem entendermos! Para sermos responsabilizadas pelas nossas escolhas e não vitimas de um mau Fado qualquer que pelas costas nos cai. Acredito até que lutámos para podermos escolher se queremos sequer escolher!

Somos Interminavelmente Poderosas se percebermos que não temos de forçar Sê-lo se já o Somos.

ACEITAÇÃO: PRECISA-SE.




Imagem retirada do Google

Ai filho! Não te entendo!

Isto é o que digo enquanto olho para a versão app do Blogger...

Benzádeus.