8 de março de 2016

Mulher

Rasgo de Sol em tempestades,
é o que tu és.
Raízes de árvore que não cede,
apenas tolda para dar os seus frutos,
é o que tu és.

Se te imaginas fraca,
como se de ti tivessem tirado à força
os filhos, o futuro,
não chores.
És a força dos rios e esses seguem sempre
em frente, no seu caminho,
tal como tu, até ao mar que te espera.

Nesse mar serás peixe, serás alga,
e a espuma das marés.
Serás o sal que seca na pele,
é isso que tu és, o sal, o sabor,
a textura de tudo o que é, foi e será.

De ti tudo nasce, em ti nada morre,
nada se esquece, tudo se vinca,
como as noites mal dormidas a tratar dos teus.

Em ti tudo floresce, tudo brota, de ti tudo vem,
és a Mãe, a Filha, a Servente e a Rainha.
És tudo Mulher, por isso nunca te faças nada,
por que sem ti nada será.

Vai.
Agora.
Sê muito,
sê tudo,
sê Mulher.

4 comentários:

  1. Palminhas a todas nós, que mesmo com espinhos pontiagudos somos magníficas!

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  2. De que serve ser dia da mulher se nem a tarde nos dão? Bah. Sou um bocado machista mas de qualquer maneira o poema tá lindo, Cusca!

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    1. Ahahah

      Tens razão! Próximo poema vai ser sobre "Tardes livres em dias especiais:porque nós merecemos"

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