25 de maio de 2016

Eu cá não tenho Instagram!

E até há bem pouco tempo (cerca de dois meses...) não sabia o que era aquilo do #qualquercoisaqueamaltaescreviadepoisdeumcardinal (agradecimentos à Dream Crusher).

No entanto, quase que fiz "pipi" de tanto rir com este vídeo.

20 de maio de 2016

Medo, Desculpas e Queixas

Existem momentos na vida em que as mudanças se dão, em avalanche, como se não pudéssemos escolher o caminho a seguir pois estamos a cair pelas escadas aos trambolhões, sem corrimão que nos salve? Sim, existem.

Mas temos mesmo de ser tão queixinhas sobre isso? Não, não temos.

Nem sempre podemos escolher o que nos acontece, tantos que são os elementos com que temos de lidar, mas podemos escolher a nossa atitude : uma proactiva, de intervenção em direcção à melhoria; outra passiva, reclamante, à espera dos milagres que não acontecem.

Agimos muito por Medo: de perder, de ficar, de fazer, de não fazer, de ser amados e de ser rejeitados.
Agimos pouco sem Desculpas: de não saber, de não ter jeito, de não valer a pena, de não ser capaz.
Agimos menos do que nos Queixamos: do que nos falta, do que temos a mais, do que queremos.

Sinto que muitas pessoas se protegem na segurança da "coitadice", pela coragem que lhes falta de serem aquilo que merecem ser : Grandes. Eu própria já me escondi na sombra, porque o sol queimava. Mas será que chegámos a uma sociedade que se nega o direito de sonhar? De ser feliz? Porque se acham tão "pobres coitados" que se habituaram a ser pequenos?

É difícil arriscar e falhar? É. Vamos sofrer? Sim. Mas não há caminho fácil em direcção a nada que valha a pena. Tento convencer-me todos os dias desta certeza : o que sinto são dores de crescimento.

Por isso peço a todos :

Deixem o Medo : muitas vezes as coisas não são assim tão más ou tão definitivas... e as que o são, se estão fora das nossas mãos resolver, só nos resta aceitá-las e viver com elas, livres de peso. O medo deve servir para nos proteger, não para nos reter cativos de monstros imaginários que nos impedem de chegar onde queremos chegar.

Parem com as Desculpas : ser feliz não é pecado, mas poder ser feliz e optar por se ser miserável, isso sim é pecado. Há tanto que não podemos mudar, porque continuamos a arranjar desculpas amedrontadas para deixar de mudar o que podemos? A vida já vos vai dar motivos que cheguem para vos cansar, não precisam de adicionar a isso desculpas inventadas por falta de vontade de fazer.

Parem com as Queixas : não vos levam a lado nenhum, apenas cansam quem está ao vosso lado. Todos temos o direito de desabafar, mandar alhos e bugalhos pró alto. Todos temos o nosso direito a autocomiseração doseada, mas será mesmo necessário fazer disso modo de vida? Estará mesmo assim tudo tão mal? Serão vocês assim tão pouco merecedores de valor? Claro que não!

Ninguém é perfeito, mas podemos ser todos menos cansados e cansativos se vivermos mais pela coragem, pela vontade, pela fé, do que pelo que nos assusta, pelo que não queremos fazer, pelo que nos falta.

É uma escolha. Difícil, mas possível. Vamos tentar?


2 de maio de 2016

Amanhã faz 31 anos que nasci.

Amanhã faz 31 anos que nasci.

No entanto, hoje, enquanto ajudava um senhor de idade sábia na casa dourada dos seus 70 ou 80, percebi que o momento em que nasci já não volta, essa tábua rasa de experiências e traumas e felicidades, pelo que caminho, sim, e como todos nós, para esse momento que é o último.

Dramatismos à parte, para os quais não sou dada, enquanto ajudava o senhor, caído no chão, branco que nem cal, e lhe agarrava na mão, magoavam-me os olhares desviados. Dei por mim a pensar, e se fosse eu? Jovem que sou? Parariam as pessoas?

Que balanço faria eu da minha vida se estivesse ali estendida no chão e suja? E se ali me ficasse e não houvesse outro dia? Que remorsos teria? Mais do que fiz ou do que não fiz?

E se soubesse que amanhã seria o meu último dia? O que mudaria? Que memórias quero criar para a minha vida? Como faço para atingir a plenitude? O que me falta e do que me posso libertar?

De um momento para o outro eu era aquele senhor. Um futuro ao qual não podemos fugir, mas que podemos escolher melhorar. Não sei como o fazer, agora, mas amanhã faz 31 anos que nasci, e finalmente sei como não quero morrer.