3 de outubro de 2017

A Cusca Explica! #2 - O Mistério das Malas Femininas (part 1)

Um dos mistérios mais bem guardados da Humanidade, para o qual não há explicação aparente (até agora!), é o seguinte: como é que as mulheres conseguem guardar tantas coisas nas malas e para onde é que essas coisas vão quando as mulheres as procuram nessas mesmas malas?

Ela é chaves, escovas para o cabelo, cuecas, telemóvel, tampões, pensos higiénicos, carteiras, maquilhagem, o PIB nacional em tostões, bolachas, recibos datados de 2000 a.C. ... podia ficar aqui o dia todo a listar as mais variadas coisas que as mulheres enfiam entalam organizam dentro das suas pequenas malas de ombro. Vamos lá então à primeira parte deste mistério: como porra é que cabem lá tantas coisas? Passo a explicar...

A culpa é da Alice que esteve no País das Maravilhas. O que muitas pessoas não sabem é que a Alice era uma miúda irritantemente desarrumada e andava sempre com uma mala de mão atrás dela enquanto brincava nos jardins da sua casa. Nessa mala guardava de tudo desde escaravelhos a flores secas e inclusive uma vasta lista de estupefacientes que usava nas suas "trips" ao País das Maravilhas. 

Ora na sua primeira visita ao PdM (País das Maravilhas), como é do conhecimento geral, ela comeu de um cogumelo que era algo assim entre o shitake e o amanita (googlem) para ficar mais pequena e claro que está que a boa da Alice, esperta que nem uma raposa, pensou que este cogumelo podia ter muitas mais funções. Pensou e agiu e vá de roubar um bocado extra do cogumelo.

Outra coisa que vocês não sabem é que a Alice tinha em casa um laboratório químico onde costumava cozinhar as suas drogas leves home-made (todas biológicas, claro!) que vendia depois na Feira da Ladra às terças-feiras. Isto dito, vos explico que a genial Alice cozinhou tão bem o cogumelo que esse ficou transformado num líquido ideal para aplicar em qualquer coisa para a tornar mais pequena: bastava pôr o líquido num vaporizador daqueles que se compram na Douglas* e borrifar sobre o objeto que ela queria encolher. Gaja que era, a Alice, tratou logo de encolher todas as tralhas que queria ter consigo para caberem na sua pochete, inclusive o Coelho Branco ( onde pensam que nasceu a ideia dos porta-chaves com patas de coelho? O resto do coelho está lá, só que está encolhido. Pois).

Passam-se os anos e a Alice transforma-se numa mulher de negócios, CEO do seu próprio laboratório (agora especializado na área das células estaminais) e decide vender a ideia do "líquido que encolhe tudo" a uma mega empresa no ramo da moda: a Zari** . A Zari não vai de modas e vá de aplicar o líquido maravilha nos forros de todas as malas que produz, de forma a poder produzir malas mais pequenas, com custos de produção reduzidos e maior margem de lucro, ainda assim mantendo a qualidade que as malas têm de transportar uma panóplia infinda de cenas. Todos nós sabemos o que se segue, certo??? O forro foi contrafeito na China e começou a ser vendido para todo o mundo!

Como tudo o que é contrafeito, o forro dos chinocas não tem tanto líquido "encolhedor" como o original da Zari, daí que as coisas nas nossas malas não encolham tanto. Ainda assim, encolhem o suficiente para conseguirmos enfiar tudo e mais alguma coisa dentro de uma mala de 5 centímetros, porque nunca se sabe quando é que vai ser preciso usar um corta-unhas de pés? Am I right? Mais vale ter um dentro da mala. 

E pronto, esta parte está explicada. Não é preciso agradecerem. Estou aqui para ajudar. 

No próximo post explico a outra questão misteriosa das malas femininas : para onde raios é que vão as coisas que enfiamos dentro das malas e porque é que quando já não estamos a procurar elas misteriosamente reaparecem?




* não me pagam para fazer publicidade, mas pronto...
** pensando melhor, como não me pagam para fazer publicidade a partir de agora vou mudar DRÁSTICAMENTE o nome das marcas que quiser referir, como fiz aqui (ah é Zara, já agora!)


6 comentários:

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    1. Obrigada! Agora só falta a Alice criar um spray que faça o dinheiro crescer :D era um sucesso!

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  2. A minha mala (mochila, que não uso disso) tem conteúdos diferentes (barras de proteína, kit kat's mini...) mas mesmo assim quando lhes jogo a mão lá vem o tal recibo do Minipreço de 2013 e um lenço ranhoso tão usado que se desfez todo, e ainda um baton do cieiro que já está vazio mas que por alguma razão inexplicável ainda não deitei fora. A culpa não é minha, é da mochila. Mochila má!

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    1. Esse vai ser um tema a desenvolver na segunda parte. Nem me lembrei do lenço ranhoso! Um souvenir sempre presente na mala :p

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  3. Ahahahahaha! Epá, então é por isso?! Eu sempre pensei que a minha mala provinha do mesmo lote da do Sport Billy (éramos da mesma geração e tal... :p)

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    1. Essa é a versão masculina! Agora bem patente nos sacos de ginásio dos machos. Nesses sacos cabem todas as meias sujas do mundo, sungas de piscina e "body spray"'s da Axe.

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